SINDICATO INICIA DEFESA PELA CIRCULAÇÃO DE CAMINHÕES

Sede do SETCESP - 14/Mai/08

Com sede na Vila Maria, o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de SP lança uma campanha para atingir 2 milhões de pessoas. A proposta defende a mobilidade urbana na maior cidade do País pois, segundo o sindicato, os caminhões têm apenas uma pequena participação no trânsito de São Paulo.

O prefeito Gilberto Kassab anunciou as medidas que pretende adotar para diminuir o trânsito. A proposta é instituir um rodízio de placas nas marginais Tietê e Pinheiros e na Bandeirantes, e proibir veículos urbanos de carga, os VUCs (caminhões de 6,30m de comprimento), de trafegar das 5 às 21h numa área de 100 km2 no centro expandido de São Paulo.

A campanha publicitária que pretende reverter essas medidas tem como slogan: “Se tá na mão, veio de caminhão”. O sindicato pretende começar a campanha pelo rádio, mas outros veículos também transmitirão esse slogan, como jornais e portais de internet. Outra idéia para divulgar essa campanha é colar 50 mil adesivos na carroceria dos caminhões associados ao sindicato.

Francisco Pelucio, Matheus Benatti e Maria José Liberato
Primeira colagem do adesivo

Maria José Liberato, economista da SETCESP apresentou alguns dados que mostram a porcentagem de caminhões e automóveis de passeio na cidade, afirmando que o trânsito é causado pelo alto número de automóveis. Mostrou que a concentração maior de caminhões é no Centro e Pinheiros, já que a grande parte da demanda de entregas é nessa região.

Uma das medidas que ela propõe para diminuir a entrada de caminhões na cidade é a instalação de mini terminais de carga, onde os caminhões de grande porte deixariam à noite os produtos, e caminhões de pequeno porte levariam até o destino que fica dentro da cidade. Esse programa já é usado em outros países.

Segundo o presidente do SETCESP, Francisco Pelucio, o prefeito Kassab prometeu que vai fazer um segundo decreto, dentro de 10 dias, com exceções para o VUC. Se não for alterado o decreto o sindicato pretende substituir os caminhões por 4 kombis, e por 6 a 8 utilitários menores, para evitar o desabastecimento do centro de São Paulo.

Pelucio comentou que a contratação da agência de publicidade foi feita antes do decreto, pois a associação já queria mostrar a importância do caminhão na cidade. A campanha pretende divulgar também, segundo os idealizadores, a idéia de que tudo que chega a São Paulo vem de caminhão.

Texto e Fotos: Rodrigo Maielo