SHOPPING TUCURUVI: ANALISANDO IMPACTOS
Auditório da Subprefeitura Santana/ Tucuruvi - 21/Fev/08
A comunidade do Tucuruvi e ambientalistas compareceram à reunião Diálogos Sustentáveis- Práticas Possíveis, que discutiu os eventuais impactos ambientais no entorno do córrego Mazzei, causados pela futura construção de um shopping center no local. O evento foi uma continuidade das reuniões realizadas em 2006, nas quais o foco era a situação do córrego Mazzei, um dos afluentes do córrego Tremembé (no trecho lateral à av. Antonio Maria de Laet, a partir da estação Tucuruvi).
A proposta inicial é construir o shopping em área ligada à estação metrô Tucuruvi. Trânsito, áreas verdes, permeabilização do solo, métodos construtivos ambientalmente positivos, tudo isso precisa ser discutido antes do início das obras. Pensando nisso, a diretora da ONG Ecos do Vitória, Romi Haddad, convidou interessados em começar a discutir o tema da sustentabilidade do entorno do córrego Mazzei, para expor suas idéias.
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Áreas verdes, permeáveis, onde existe projeto de construir um shopping center |
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O professor da UniSant´Anna e membro da Defesa Civil, Ronaldo Malheiros Figueira apresentou a situação da bacia do córrego Tremembé e da sub-bacia do córrego Mazzei. Lembrou da importância de não se pensar em obras isoladamente, mas em um contexto maior, envolvendo saneamento e o fornecimento de água. O processo recente de ocupação da região Norte causou desmatamento e erosão. A ação para combater isso tem que ser pensada no âmbito das bacias, e não apenas olhando a área das subprefeituras, daí a importância do córrego Mazzei. Ronaldo afirmou ainda que as enchentes são fruto do desmatamento, da erosão e da impermeabilização do solo.
Romi afirmou que a cidade é um organismo doente, e a sua cura virá através de práticas de coleta seletiva em ecopontos nos bairros, ação que gera empregos e dá educação ambiental para a comunidade. A diretora apresentou diversas ações que trarão benefícios para a região, como a implantação do parque Sena, o parque linear do córrego Mazzei, o programa Córrego Limpo da SABESP e a construção de um shopping “ecológico”. Apresentou a empresa Vomm, cujo diretor Andreas fez uma breve exposição da transformação dos resíduos orgânicos em adubo ou geração de energia. A empresa se propõe a ceder à cooperativa de reciclagem Coopervita, ligada à Ecos do Vitória, uma máquina para uso experimental.
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Romi Haddad apresenta suas propostas |
Público presente no evento |
Fabiana Bozzo, do Banco do Brasil, afirmou que o banco quer se tornar parceiro de projetos ambientais economicamente sustentáveis. Segundo ela, em breve estarão abertas linhas de crédito para arranjos produtivos locais.
A Pastoral da Ecologia – Norte foi representada por padre Maurício Lucchini, da paróquia São Pedro de Tremembé. Sua proposta é estimular a coleta seletiva no Tremembé, aproveitando a capilaridade dos seis núcleos que a paróquia tem na região.
A subprefeitura Santana-Tucuruvi, através de sua assessora Tatiana Ricci, informou que a dificuldade está em obter um local para a instalação de um ecoponto de entulho e que ainda não há previsão de um ecoponto para os resíduos domiciliares.
Gilmar Mazzone, engenheiro da SABESP, responsável pelo projeto Córrego Limpo, informou que tem tido sucesso na despoluição de córregos na ZN, como o Carajás, que passa junto ao Parque da Juventude, e o da rua Tenente Rocha, ao lado do Campo de Marte. Afirmou que ações de educação ambiental não podem parar, sob risco de se perder o trabalho já feito na despoluição. Quanto ao córrego Mazzei, que ele inspecionou integralmente, disse que é preciso, antes de qualquer ação da SABESP, que a subprefeitura faça obras de contenção de encostas, para eliminar as “crateras enormes” que se formam ali, impedindo a instalação dos troncos-coletores.
Gustavo Veronesi, do SOS Mata Atlântica, convidou todos a participar dos fóruns organizados pelo movimento Nossa São Paulo (www.nossasaopaulo.org.br), nos quais serão discutidas novas ações para toda a cidade, com os fórum gerais acontecendo em Maio próximo.
Sidnei Augusto, do Conselho Comunitário Santana-Tucuruvi levantou quatro problemas que devem ser abordados ao se discutir os impactos da construção de um shopping na região: 1 - Estacionamento adequado, que não cause gargalos no trânsito local. 2 - A utilização de energia solar. 3 – O reuso de água para diversas finalidades dentro do shopping. 4 – Aumentar a área verde no projeto.
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A assessora Tatiana Ricci |
O padre Maurício Luchinni |
Esse evento contou com o apoio da subprefeitura Santana-Tucuruvi e da ONG Planeta Verde. Em Março haverá uma nova rodada de discussões, com foco na questão ambiental do grande empreendimento – shopping center - anunciado para a região. O ZNnaLinha divulgará a data e o local da reunião.





