SHOPPING TUCURUVI MOSTRA PROJETO E FRUSTRA CONSELHEIROS
Auditório da subprefeitura Santana-Tucuruvi - 16/Dez/2009
Atendendo a um pedido do CADES, que tem como presidente o subprefeito Hélio Rubens, uma equipe do Shopping Tucuruvi levou à reunião uma maquete do empreendimento, e usou um telão para apresentar um projeto que frustrou aos conselheiros.
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Conselheiros do CADES e moradores assistiram à exposição do empreendedor. |
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A empresa JHSF entrou em 2006 na prefeitura com o projeto do shopping. Desde então o empreendimento passou por diversas etapas de avaliação junto ao poder público, e agora está prestes a obter a primeira licença, o que já permitirá o início das obras, previsto para Fevereiro/2010.
O CADES - Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, preocupado com os impactos que uma grande obra pode causar em uma região de grande movimentação, convidou a empresa a fazer uma exposição do projeto. Porém houve uma confusão: a JHSF entendeu que bastaria mostrar as dimensões do shopping, sua abrangência, lojas-âncoras e estrutura. Mas os conselheiros do CADES queriam mais: queriam dados sobre a sustentabilidade do empreendimento, quais as compensações ambientais e sociais a serem feitas, quais as tecnologias "verdes" seriam usadas. Essas informações vieram aos poucos, devido a um esforço da equipe da JHSF em responder às perguntas.
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Maquete do Shopping Tucuruvi, cujas obras devem começar em Fevereiro/2010 |
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A maior exigência feita pelo poder público ao empreendedor foi a questão do pólo gerador de tráfego. Por isso o shopping terá 4 pisos de estacionamento, e construirá no térreo três terminais de ônibus de cerca de 400 metros lineares, abrigando 20 linhas de ônibus. Outro compromisso é fazer uma extensão da rua Paulo de Faria, que vai ligar mais adiante com a av. Antonio Maria de Laet. Essa informação preocupou alguns dos presentes, pois essa obra vai impactar o já congestionado encontro das avenidas Antonio Maria de Laet e Benjamim Pereira. A solução para esse problema que se anuncia dependerá de futuras obras viárias naquela região, a serem feitas pelo poder público.
Juliana Toledo, arquiteta da empresa, informou que o projeto contempla sustentabilidade com itens como captação de água, coleta seletiva de resíduos, lâmpadas de baixo consumo, iluminação natural central, automação predial para poupar consumo de energia elétrica. Porém esses dados não foram apresentados com sistematização. Armando Benetollo, secretário do CADES, anunciou a possibilidade de novo chamamento, para que o empreendedor possa trazer esses dados com mais aprofundamento.
Minudências
@ Foi explicado que, após ter o primeiro alvará, a empresa já pode iniciar as obras, cumprindo em paralelo as exigências colocadas no Termo de Compensação Ambiental, expedido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O "habite-se" só é dado com todas as exigências cumpridas.
@ A arquiteta Juliana colocou que é difícil ter plena sustentabilidade em um empreendimento comercial, porque segundo ela, "sustentabilidade" é um "tripé", baseado em 1 - Respeito ao entorno. 2 - Legislação. E 3 - Custo econômico.
@ A JHSF vai abrir em Janeiro um ponto de contato com a comunidade, na r. Paulo de Faria 76.
@ A equipe da JHSF era composta de 5 pessoas. Cerca de 20 pessoas da comunidade compareceram. O subprefeito e presidente do CADES, Hélio Rubens, não compareceu ao encontro.


