RECONSTRUÇÃO DA CAPELA: UMA INCÓGNITA

Capela de São Sebastião - Outubro/2007

Apesar dos esforços da comunidade e de moradores representando instituições, como Edson Ivanov, Armando Benetollo, Malcolm Forest e padre Maurício Lucchini, entre outros, o fato é que a agência Jardim França do Bradesco foi inaugurada, mas é incerto o que acontecerá com relação à capela de São Sebastião.

Quadro da capela em ruínas e o que sobrou após demolição

Essa agência do Bradesco foi erguida no terreno em que ficava a Capela de São Sebastião, referência histórica no antigo caminho para a Serra da Cantareira e regiões de Minas. Essa capela estava ligada a remotos tempos, e se situava no cruzamento das avenidas Água Fria e Nova Cantareira, em frente à Academia do Barro Branco. Bastante debilitada pelo abandono, já estava com processo de tombamento em curso no Compresp (orgão municipal de preservação do patrimônio), quando foi demolida em 15/7/2001.

Essa demolição indignou muitos moradores, que viam na capela uma importância histórica relevante. Após diversos embates, inclusive com ações na Justiça, as obras da agência foram concluídas. Na verdade trata-se de um imóvel alugado pelo Bradesco, que alegou não saber dessa situação pendente do terreno, quando assinou o contrato. Em reunião com a comunidade no dia 21/7/07, a diretoria do Bradesco afirmou que é um compromisso do banco erguer uma réplica da capela, como referência a sua importância. Afirmou inclusive que já há recurso financeiro alocado para isso.

Comunidade e diretoria do Bradesco frente a frente

No dia 22/8/07 foi realizada na Câmara Municipal de São Paulo uma audiência pública, requerida pelo vereador Juscelino Gadelha, para se ter maiores informações sobre esse processo. Mais recentemente, às vésperas da inauguração da agência, o ambientalista Malcolm Forest informou que continuam as conversas para a colocação da pedra fundamental, e dar início às obras da construção da réplica. Porém ainda há obstáculos a serem vencidos, entre elas a clara manifestação do Compresp liberando a área, e a existência de uma banca de jornal no exato (e único disponível) lugar onde a capela seria reconstruída.