AUDIÊNCIA PÚBLICA AGENDA 2012- SANTANA/TUCURUVI

Auditório da subprefeitura - 22/Abr/2009

Cerca de 70 pessoas participaram da primeira audiência pública realizada pela Subprefeitura Santana/Tucuruvi, que pretendia discutir, entre outras coisas, mais detalhes sobre o plano de metas anunciado pelo governo municipal no final de Março, chamado de Agenda 2012.

Subprefeito Hélio Rubens, com assessores, apresentando o programa de metas.

Apresentado pelo subprefeito Hélio Rubens Figueiredo, o pacote de medidas que lista o conjunto de ações e obras que a prefeitura pretende adotar até o final dessa gestão frustrou as expectativas do público, que esperava discutir ações mais próximas, principalmente àquelas ligadas aos bairros da subprefeitura local. Depois de uma hora explanando sobre o plano, e de uma chiadeira generalizada para que a pauta fosse regionalizada, as autoridades optaram em ir direto ao ponto, à ZN. Soube-se, enfim, de algumas medidas que serão adotadas para a região.

Falou-se, por exemplo, da construção de quatro centrais de libra para deficientes auditivos; do funcionamento de uma AMA Sorriso, que presta atendimentos odontológicos e da instalação de uma base comunitária da GCM (Guarda Civil Metropolitana), em local ainda não definido. Entre as inúmeras promessas estão também: a instalação de três Ecopontos - mesmo sem ter os locais definidos; a despoluição de sete córregos pelo programa Córrego Limpo e a instalação de um CAS (Centro de Referência em Assistência Social), além da implantação de um conselho de Direitos Humanos na subprefeitura local.

Algumas medidas visam atender o eixo Cidade Criativa, como a reforma de três piscinas da região; informatização de três bibliotecas e a modernização do complexo do Anhembi. Entretanto, a polêmica da noite ficou por conta do projeto que pretende ampliar um trecho da marginal Tiete, sem dúvida o mais criticado.

Segundo a prefeitura, há cerca de 45 dias foi realizada uma reunião onde apresentou-se o projeto de ampliação da marginal, que compreende o trecho que vai da rodovia Anhanguera até à Ayrton Senna. Basicamente com a proposta de alargar as pistas, o projeto foi amplamente criticado e surpreendeu até um dos dirigentes do Clube Espéria, presente à audiência, já que pretende utilizar parte do clube para ser aplicado.

População presente à audiência pública

Hélio Rubens falou também sobre o levantamento feito em parceria com a Siurb (Secretaria Municipal de Urbanização), que detectou os seis principais pontos de enchente na região e que, pretendem resolver "o mais brevemente possível", afirmou. Democrático, o subprefeito abriu espaço para o público participar da discussão.

Sendo assim, logo no início, ficou evidente o descontentamento generalizado com a falta de informações precisas sobre as propostas para as regiões Santana/Tucuruvi/Mandaqui. Rafael Poço, por exemplo, representante do grupo Ecológico Urbano, pediu clareza nas propostas, que segundo ele, "não estão sendo debatidas publicamente, como a construção de dois túneis na zona norte".

Orçado em quase meio bilhão, os túneis ligariam - na verdade - a av. Braz Leme à av. Gen. taliba Leonel e o bairro já saturado do Mandaqui à av. Cruzeiro do Sul. Além de desnecessárias, estas obras continuariam priorizando o transporte individual, diferente do que demanda uma cidade como São Paulo, rebateram alguns munícipes.

Representando o Movimento Nossa São Paulo, instituição que lutou pela implantação do plano de metas, Luanda Nera pediu à população que, a partir de agora passe a acompanhar os resultados da Agenda 2012. Dados que serão divulgados e atualizados semestralmente pela prefeitura.

Por fim, o deputado estadual Major Olímpio (PV-SP), ressaltou a importância dessas audiências e pediu que a prefeitura e a sociedade civil ativessem-se ao problema com a área do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp), no Jardim Leonor. Segundo o legislador, a área é sondada pelo governo estadual para instalação de uma unidade da Fundação Casa, antiga Febem: "A melhor solução para o local é a construção de uma unidade militar, o que proporcionaria maior segurança ao local", disse.

Fotos e texto: Fernando Figueiredo