TREMEMBÉ COMPLETA 117 ANOS
Pé da Serra da Cantareira - 10/11/07
Em 1890 chegaram os primeiros imigrantes italianos e portugueses, para ocupar terras loteadas da antiga fazenda dos Vicente Azevedo. Pouco depois a construção do Tramway da Cantareira facilitou o acesso à distante região, permitindo a chegada de novos moradores. E assim cresceu o Tremembé, com sua característica de lotes grandes e chácaras, conservando o verde durante o crescimento da cidade, ao longo do século 20.
Tremembé, a “Suiça Paulistana”. O apelido se justificava: região ao pé da Serra da Cantareira, com muito europeus que vinham em busca do clima mais temperado e da semelhança com a terra natal. Dessa maneira ruas como Pedro e Eduardo tinham, até os anos 1970, uma grande presença de alemães e seus descendentes.
O bairro do Tremembé cresceu entre a atual praça dona Mariquinha Sciascia, onde ficava a estação Tremembeí do trenzinho (sim, com “i”, para distinguir da estação ferroviária da cidade de Tremembé, no vale do Paraíba), e a região da “Fazendinha”, no cruzamento da r. Maria Amália Lopes Azevedo e av. Nova Cantareira. Chama-se “Fazendinha” porque nessa esquina, onde hoje está o posto BR, até o final dos anos 1960 existia um grande casarão, sede da antiga fazenda. O dia 10 de Novembro foi instituído por um decreto municipal como o dia do Tremembé.
Hoje o Tremembé é o 4º maior distrito da cidade, abrangendo muitos bairros com uma grande área que vai até a divisa com Guarulhos,
Dois livros, escritos por Eduardo Britto, contam a história desse bairro mais que centenário.
SÃO PAULO TRAMWAY TREMEMBÉ Vol. I
Lançado em 1999 no Shopping Boulevard O Pátio, tem a sua tiragem de 2.000 exemplares já esgotada. Naquela época a lotérica Floresta, na r. Mamud Rahd, tinha dezenas de fotografias antigas do Tremembé. Seu proprietário, Sérgio de Moraes, ao saber que o autor tinha escrito um livro sobre a Casa Verde, lembrou que, com as fotos que existiam na lotérica, ficaria fácil escrever um livro sobre o Tremembé. E assim aconteceu, após um ano de pesquisas e redação. O site TREMEMBÉ NA LINHA (TnL), criado em 1998, auxiliou a pesquisa. Na capa, uma foto maravilhosa do alto da Igreja São Pedro, em direção à r. Maria Amália Lopes Azevedo, por volta de 1945. Na época a avenida se chamava av. Dr. Pedro Vicente. |
SÃO PAULO TRAMWAY TREMEMBÉ Vol.II
Após o lançamento do vol. I o site TnL ganhou autonomia, gerando grande número de novas informações. Esse novo material, e mais pesquisas, resultaram em um livro diferenciado, lançado em 2004, nas comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo. A foto da capa foi cedida pela moradora Regina Maura Mendonça, e é um tesouro. Batida por volta de 1920, ela tem praticamente o mesmo enquadramento da foto do vol. I, só que tirada da altura da entrada da igreja, em direção ao larguinho. A casa em destaque se localiza onde hoje está a Unidade de Saúde (UBS) Mariquinha Sciascia. O Volume 2 pode ser adquirido na lotérica Floresta e na banca de jornais Tremembé, no centro do bairro. |
Lançado em 1999 no Shopping Boulevard O Pátio, tem a sua tiragem de 2.000 exemplares já esgotada. Naquela época a lotérica Floresta, na r. Mamud Rahd, tinha dezenas de fotografias antigas do Tremembé. Seu proprietário, Sérgio de Moraes, ao saber que o autor tinha escrito um livro sobre a Casa Verde, lembrou que, com as fotos que existiam na lotérica, ficaria fácil escrever um livro sobre o Tremembé. E assim aconteceu, após um ano de pesquisas e redação. O site TREMEMBÉ NA LINHA (TnL), criado em 1998, auxiliou a pesquisa. Na capa, uma foto maravilhosa do alto da Igreja São Pedro, em direção à r. Maria Amália Lopes Azevedo, por volta de 1945. Na época a avenida se chamava av. Dr. Pedro Vicente.
Após o lançamento do vol. I o site TnL ganhou autonomia, gerando grande número de novas informações. Esse novo material, e mais pesquisas, resultaram em um livro diferenciado, lançado em 2004, nas comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo. A foto da capa foi cedida pela moradora Regina Maura Mendonça, e é um tesouro. Batida por volta de 1920, ela tem praticamente o mesmo enquadramento da foto do vol. I, só que tirada da altura da entrada da igreja, em direção ao larguinho. A casa em destaque se localiza onde hoje está a Unidade de Saúde (UBS) Mariquinha Sciascia.