PROJETO DE DESPOLUIÇÃO DO TIETÊ

Auditório Uni Sant´Anna - 31/mar/2008

O Centro Universitário Sant´Anna, apresentou uma palestra sobre a água na bacia do alto Tietê. O professor Ronaldo Malheiros Figueiro organizou o evento para os seus alunos de geografia, com o intuito de implantar com os estudantes uma observação do Rio Tietê, entre as pontes da Bandeira e da Casa Verde.

Gilmar Massoli engenheiro da Sabesp que atua na área do Sistema Metropolitano de Abastecimento e Despoluição de Córregos, explicou os passos da limpeza na Bacia do Tietê, a principal fonte de água do Estado de São Paulo. A primeira etapa começou no ano de 1992 e foi até 1998, a grande motivação desse projeto foi o incentivo da rádio eldorado, jornal da tarde e da Ong SOS Mata Atlântica, que fizeram uma manifestação popular, para convencer o governo a montar um projeto de despoluição no Rio Tietê.

Nesse movimento foram recolhidas 1,2 milhão de assinaturas a favor da não poluição. A Sabesp ficou responsável pela coordenação e execução da coleta e tratamento do esgoto. As melhorias na cidade e no Tietê foram: 250 mil famílias obtiveram a coleta do esgoto, redução de 120 mil km do trecho poluído, a rede de coleta de esgoto de 70% da cobertura foi para 80%. O aumento do esgoto tratado subiu para 38%.

Público presente e Palestrantes

A segunda etapa começou em 2002, o objetivo era aumentar a coleta de esgoto de 80% para 84 %, e a do tratamento de 62% para 70%, o que está sendo concluído. Com esse aumento de cobertura, haverá melhorias na qualidade de vida da população e da saúde pública, além da redução de poluição em mais de 40 km do rio. As obras estão sendo efetuadas para extensão de tubulações e de esgotos, ligando com as estações de tratamento construídas na primeira etapa do projeto.

O principal foco da terceira etapa do projeto será o rio Pinheiros, um dos afluentes do Tietê. A quantidade de água tratada pela rede de esgoto subirá de 12,8 mil litros por segundo para 15,4 mil litros. O objetivo dessa fase é a captação dos grandes interceptores e dos coletores tronco para ligar as estações de tratamento.

Gustavo Veronesi do SOS Mata Atlântica foi o próximo palestrante. Ele deu alguns detalhes sobre o Tietê, . A Ong tem um projeto sob sua coordenação chamado “Observando o Tietê”. Muitas informações foram passadas para o público, como a extensão do rio que é de 1.100 km. As águas da nascente localizada em Salesópolis a 20km do mar correm sentido noroeste, indo em direção contrária do mar.

A História do Tietê é muito importante para o Brasil e América do Sul, foi através dele que o homem abriu caminho para regiões mais afastadas de nosso país. No começo do século vinte as águas eram próprias para banho e ingestão, e o rio era usado para competições náuticas, como o remo e a natação.

Com o passar do tempo os barões do café foram se instalando em São Paulo, por causa da ligação do Porto de Santos com as cidades interioranas, onde ficavam as plantações. Com a falta de planejamento urbano e o crescimento desordenado, o meio ambiente começou a ser prejudicado pelo lixo e a falta de um sistema de tratamento de esgoto.

O palestrante afirmou que o dinheiro utilizado era um investimento feito pelo governo e a Sabesp e não um gasto, já que com a qualidade da água na cidade, algumas doenças relacionadas ao meio ambiente diminuem. Outro detalhe que ele destacou foi sobre a educação ambiental, que é muito importante para a população manter os rios e córregos limpos.

Texto e Fotos: Rodrigo Maielo