LIDERANÇA DOS FEIRANTES SE REÚNE EM PIRITUBA

Vila Mangalot - 07/Dez/2009

Com cerca de 5 mil sindicalizados em um universo de 15 mil feirantes no estado de São Paulo, a diretoria do Sindicato dos Feirantes promoveu um churrasco de confraternização, onde também aproveitou para colocar suas reivindicações.

Confraternização de fim de ano entre feirantes.

José Torres Gonçalves é o presidente do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes do Estado de São Paulo. Feirante há 34 anos, ele pede que o poder público, através das subprefeituras e também da Secretaria de Abastecimento, encontre soluções equilibradas que preservem a existência das feiras livres na cidade.

Mesmo as ruas mais tranqüilas se transformaram em vias de passagem de veículos, e as feiras livres desagradam aos motoristas. Para esse problema, Torres lembra o que foi feito pelo subprefeito José Faneco na movimentada r. Manuel Gaya, na Vila Mazzei: "detectaram o problema, e encolheram a feira, tirando o marreteiro e o informal", disse Torres. "Feirante regularizado tem matrícula, paga imposto", alegou.

Quanto à sujeira que fica no final das feiras, causando problemas de enchentes, o vice-presidente do sindicato, Manoel Garcia afirmou que isso é de fato causado pelos "meeiros", que são pessoas que arrendam a licença de feirantes cadastrados, e não tem compromisso, porque não são os proprietários da barraca. "Quem é dono toma cuidado", disse Garcia, que avaliou em cerca de 15% o número de "meeiros" nas feiras.

O deputado Walter Ihoshi compareceu ao encontro

O deputado federal Walter Ihoshi foi convidado para o evento e ouviu as colocações dos feirantes. Ele contou que tem vínculos com essa atividade, porque a família de sua mãe é de feirantes, e disponibilizou o seu escritório para uma reunião a fim de detalhar as reivindicações. Acompanharam o deputado o subprefeito de Freguesia/ Brasilândia Marcelo Bruni, e o chefe de gabinete da subprefeitura Jaçanã/ Tremembé José Giannoni.

Minudências

@ O feirante Manoel Garcia afirmou que a feira livre sofre séria concorrência dos supermercados e dos sacolões. Para ele o diferencial da feira está na variedade oferecida de cada produto. Ele lembrou que até hoje funciona na feira a "caderneta", onde anota as compras do cliente para pagamento no fim do mês.

@ O líder sindical Torres monta sua barraca nos seguintes locais da ZN: 3ª-f: Brasilândia. 4ª-f: Chácara Inglesa. 5ª-f: Vila Zatt. 6ª-f: Lapa. Sábado: Vila Miriam. E Domingo: Cruz das Almas.

@ Porém os restos que ficam espalhados ao final das feiras livres é um problema a ser enfrentado, conforme pode ser visto AQUI em matéria do ZNnaLinha.