PIRITUBA EM DOCUMENTÁRIO E NA MEMÓRIA DO POVO
Biblioteca Brito Broca - 28/Jan/2012
Pirituba completa 127 anos no dia 1º/02. Às vésperas do aniversário a biblioteca municipal Brito Broca chamou a comunidade para assistir ao documentário "Terminal Pirituba", produzido em 2007 por Eduardo Nishimoto. O vídeo mostrou as raízes locais ligadas à estrada de ferro Santos - Jundiaí, e também às grandes fazendas e à presença do negro e do índio na região.
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Público presente. |
Maria da Conceição e Wilson Castro. |
O anfitrião do encontro, Wilson Alves de Castro, nasceu na região há quase 80 anos. No começo do séc. 20 seu pai Albino Alves de Castro (que é nome de praça em Pirituba) comprou terras dos descendentes dos bandeirantes. Castro estimula a preservação da memória dos bairros, e uma de suas principais bandeiras é a instalação de uma estátua de São Paulo no alto do Pico do Jaraguá. "As antenas lá no alto estão desativadas, mas nem precisaria retirá-las, pois podem servir como estrutura para a estátua do apóstolo Paulo". Essa estátua seria mais alta do que a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, segundo Castro.
Cerca de 20 pessoas assistiram o documentário. Em seguida rolou uma conversa informal entre os presentes, lembrando momentos da história de Pirituba. Maria da Conceição Amaral foi citada no filme como uma liderança local ligada à cultura negra. Ela lembrou que a primeira escola de samba de Pirituba foi a Vovó Bolão, e que no bairro de Santa Mônica existiu um quilombo - antigo local de refúgio de escravos.
Paulo Cesar Pasquin, que tem uma banca de jornal no bairro, lembrou que seu pai Arcídio já entregava jornais por toda Pirituba, e que sempre tiveram participação político-comunitária na região. Abílio Ferreira, com 85 anos, conduziu bondes na cidade, e lembrou que em 1963 houve um plebiscito pela emancipação de Pirituba. Segundo ele o movimento não deu certo porque políticos contrários afirmaram que se fosse aprovada a emancipação, não seria construído o viaduto na av. Raimundo Pereira de Magalhães, sobre a linha do trem.
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Entulho descartado irregularmente no terreno da av. Mutinga 951. |
Após o evento um grupo formado por Monica Travitzky (Assoc. Comercial Distrital Noroeste), Nelson Valejo (CADES Pir/ Jar) e Edimilson Macedo (Alopiri) foi visitar o conhecido terreno da av. Mutinga 951. Essa enorme área, de mais de 60 mil m2, era ocupada por uma favela, que foi retirada há alguns anos, e agora aguarda destinação. O terreno é contíguo à área da Casa de Nassau, e segundo Edimilson Macedo está em andamento a proposta de unificar as duas áreas (com a compra desta última pela prefeitura) e aí se fazer um parque. Cogita-se inclusive erguer aí a nova subprefeitura de Pirituba/ Jaraguá.
Porém essa área corre risco: na madrugada do dia 28/01 os obstáculos na entrada do terreno foram removidos irregularmente, e diversos caminhões fizeram desova de caçambas de entulho, conforme denunciou Macedo. A polícia foi contada para registrar a ocorrência.
Minudências
@ As terras de Pirituba são ocupadas a muito mais tempo, mas se considera o dia 1º/02/1885 o dia de fundação do bairro, porque nessa data foi inaugurada a estação da linha da São Paulo Railway, ligando Santos a Jundiaí.
@ Em 1957 o então prefeito Adhemar de Barros, através de portaria, criou uma comissão para analisar a construção da estátua do apóstolo São Paulo no alto do pico do Jaraguá.
@ A Biblioteca Municipal Brito Broca foi inaugurada por volta de 1964. Ela é espaçosa e possui um grande acervo de livros bastante renovado pela Secretaria Municipal de Cultura.
@ Brito Broca foi jornalista, crítico literário e historiador. Nasceu em Guaratinguetá, em 06/10/1903 e faleceu em 20/08/1961.
@ A região de Pirituba tem se mostrado uma das mais atuantes da ZN, enquanto participação comunitária ligada à preservação histórica e ambiental.
@ Clique AQUI para ver uma matéria sobre o Mercado Municipal de Pirituba.
ótimo encontro desejo ser convidado outras vzs.sr.Wilson batuta!
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