SP 348 - RODOVIA DOS BANDEIRANTES: 30 ANOS DE SERVIÇOS

Distritos de Pirituba, Jaraguá e Perus - 28/Out/2008

A Zona Norte tem duas divisas naturais e duas construídas pelo homem. As naturais são o rio Tietê ao Sul e a Serra da Cantareira ao Norte. As divisas construídas são a rodovia Fernão Dias, a Leste, e a rodovia dos Bandeirantes, a Oeste. Todas essas referências são fundamentais para a cidade e para a ZN, assim é importante registrar que no dia 28/10 a rodovia dos Bandeirantes completou exatos 30 anos, e atinge a sua maturidade com plena eficiência, recebendo a qualificação de melhor rodovia do Brasil, segundo o Guia Quatro Rodas.

Chegada da rodovia a São Paulo, e logo após passar pelo Pico do Jaraguá

A primeira alça de acesso à rodovia dos Bandeirantes sai do canteiro central da Marginal do Tietê sentido Castelo, logo após a ponte do Piqueri, distrito Pirituba. A alça decola, faz uma curva à direita e se une ao fluxo principal da rodovia que, quando inaugurada em 28/10/1978, possuía 89 quilômetros, até Campinas. Em 2001, já sob administração da AutoBan, teve inaugurados mais 78 quilômetros, que levam a estrada até Cordeirópolis, ao lado de Limeira.

Odair Tafarelo, engenheiro da AutoBan, trabalha na rodovia dos Bandeirantes há 32 anos, desde a sua construção, que durou 26 meses - um prazo recorde para os padrões da época. Seis grandes empresas participaram da obra: CBPO, Andrade Gutierrez, Cetenco - Engenharia, Camargo Correia, CR Almeida e Mendes Junior, além de outras empresa que sub-empreitaram. O engenheiro Odair lembra os aspectos que davam a essa rodovia um status de obra de engenharia de ponta, arrojada e de concepção mundialmente reconhecida: geometria, canteiros central e laterais amplos, sistema de drenagem, cortes de talude imensos para permitir rampas suaves, raios de curva grandes, entre outros. Odair considera que, passados 30 anos, a rodovia continua de concepção moderníssima, com o acréscimo de câmeras, analisadores de tráfego, painéis de mensagem variável, e outros equipamentos que a tornaram ainda mais requintada.

Início da rodovia dos Bandeirantes, distrito de Pirituba.

A rodovia inicia no km 13, junto à Marginal do Tietê. No km 15 passa pelo Parque de Toronto. No km 17 passa sob a ponte da avenida Mutinga. Na altura do km 22 a rodovia está bem ao lado do Parque Estadual e do pico do Jaraguá. No km 24 fica o entroncamento com o rodoanel Mário Covas e no km 25 adentra a região do Parque Anhanguera . No km 27 passa ao lado do centro de Perus, até a altura do km 29, quando sai da cidade de São Paulo, adentrando o município de Caieiras.

Cerca de 50.000 caminhões e ônibus e 150.000 veículos de passeio trafegando diariamente pela rodovia. Para dar conta desse volume de tráfego, trabalham diariamente em torno de 500 funcionários operacionais e 300 funcionários na conservação rodoviária. Todo o custo de manutenção da SP 348 é mantido com as receitas vindas dos pedágios.

Considerando que a rodovia atravessa um trecho urbano, e possui uma configuração que a torna uma highway, estrada de alta velocidade, é preocupante a situação dos pedestres que se aventuram a atravessar fora das passarelas erguidas. O engenheiro Odair informa que o sistema Anhangüera-Bandeirantes, operado pela AutoBan, teve 81 mortes durante este ano de 2008, até Outubro, sendo 26 por atropelamentos. A AutoBan assumiu o sistema em 1998, e nesses 10 anos investiu, entre obras e equipamentos, cerca de R$ 1,4 bilhões. Isso permitiu o aumento do número de passarelas, que passou de 23 para um total de 52.

A rodovia dos Bandeirantes, ao completar 30 anos, segue como um dos principais corredores de transporte para o interior do estado de São Paulo, interligando as duas grande regiões metropolitanas do estado: São Paulo e Campinas. Ao se interligar ao rodoanel, que acessa a av. Raimundo Pereira de Magalhães, permite acesso rápido a Caieira, Mairiporã e outros trechos do extremo Noroeste da cidade, configurando-se como uma das mais importantes obra de arte de engenharia da cidade de São Paulo.

Fotos: Assessoria de Comunicação CCR