COMO VÃO FICAR AS ÁGUAS NA ÁGUA FRIA?
Av. Água Fria com r. Daniel Maietini, Vila Aurora - Outubro/2010
O Verão vem chegando e traz a preocupação com as chuvas e as temidas inundações, cujas causas são, entre outras, a crescente impermeabilização da cidade. As novas construções, ao ocuparem terrenos vazios, precisam ter projetos de captação e retenção da água de chuva, evitando alagamentos.
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O terreno na Água Fria, visto em dois sentidos. |
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Na rua Daniel Maietini, Vila Aurora, existe um terreno de quase 20 mil m2, onde antes funcionava um depósito de papelão, e agora foi totalmente limpo, para a construção de... um supermercado? Um condomínio residencial? Os vizinhos ainda não sabem ao certo. O que sabem é que aquele terreno, junto à av. Água Fria, é um fundo de vale que recebe água de todos os lados.
A av. Água Fria, em frente ao 20º DP, é a parte mais baixa da região, recebendo água que vem do Jardim França, da Vila Aurora e da parte alta da Água Fria. Na calçada na altura do nº 1.100, enormes bocas de lobo foram construídas, para captar a água que chega ali por superfície. Toda a água pluvial é lançada no córrego que passa ali, junto ao grande terreno citado.
Para uma boa drenagem, evitando o agravamento das inundações na praça Rufus King Lane e nas ruas a seguir, onde o córrego segue a céu aberto até o córrego do Mandaqui, é fundamental que a grande obra em andamento considere a água que vai deixar de ser recolhida pelo terreno, devido à construção, e tenha projetos de sustentabilidade ambiental para ajudar a cidade.
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Grandes bocas de lobo da Água Fria. |
Terreno destacado no Google map. |
Minudências
@ O córrego que passa sob a av. Água Fria e sob o terreno em questão nasce no Jardim França, e faz parte da micro-bacia do córrego Mandaqui.
@ Nascido no bairro, o sr. João Soares de Camargo olhava pelo portão o grande terreno vazio, que segundo ele era antigamente a chácara do sr. Rodrigues, que era verdureiro. Mais recentemente o terreno foi ocupado por um depósito de papelão.
@ Com 82 anos o sr. Camargo lembrou que tomava o trenzinho da Cantareira, na estação Mandaqui, para ir ao centro da cidade. Em direção ao Barro Branco "não tinha a parte de cima da av. Água Fria. Só tinha as marcas das rodas da carroça do sr. Catelli", contou.
Neste terreno citado as informações que tenho é que vai ser construido um hipermercado da Rede Walmart, as comunidades ao redor e entidades e associações deviam se unir em saber qual será a contrapartida deste enorme empreendimento, pois com certeza o rede fluvial não vai suportar tanta agua e vamos ter mais um local de grandes enchentes na região por falta de união de moradores.
Frederico Sales Pino
Quando li a matéria pensei na mesma coisa que o colega internauta Renato Guenda. Um piscinão seria a melhor opção para conter a água da chuva. Como fiz um trabalho sobra a Bacia do Mandaqui, ficou bem claro da falta de recursos que o local tem para conter toda a água da chuva. E outra, não é só da água, tem sobre o lixo também que é outro grande problema.
Fernando Nowikow
Sugiro uma possibilidade remota para a contenção dessas águas: a implantação de uma grande praça, que além de dar maior área permeável à região, daria também maior qualidade de vida para todos, inclusive fauna e a flora.
Jacob Bider
Caro Brito; No ano passado tentei ver a possibilidade junto a Subprefeitura de Santana/Tucuruvi, canalizarem o referido córrego. Constatei que o projeto de canalização existe porém, no trecho que passa entre a Rua Larival Gea Sanches e Rua Mariquinha Viana, houve uma invasão de construção dos referidos imóveis junto ao córrego, prejudicando assim o espaço de canalização. A subprefeitura teria que entrar com uma ação judicial contra os proprietários destes imóveis. Existe também um projeto para a construção de um piscinão próximo a Praça Rufus King Lane.
Renato Guenda
Deeria a prefeitura fazer um piscinão nesse terreno, assim resolveria todos os problemas de enchente nesta região.
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