83 HECTARES DESCONHECIDOS DO HORTO
Ciclovia - Arboreto da Vila Amélia - Julho/2008
Situada entre a r. Tomé Afonso de Moura e a av. Parada Pinto, essa parte do Horto Florestal é enorme, tem 83 hectares, e quase ninguém conhece. Só os moradores dos condomínios em frente a usam para caminhadas pela manhã. À tarde, com suas trilhas largas cheias de árvores e silêncio, fica praticamente sem visitantes, temerosos pela questão da violência urbana. Mas em pequenos grupos, ou em uma hora bem iluminada, vale uma visita, caminhar pelas alamedas que parecem estar em um bosque de outra cidade. Ou passear de bicicleta. A tranquilidade do espaço faz perder a noção de se estar em uma metrópole agitada.
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Trilha pela ciclovia do Horto e água cristalina no córrego |
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Essa área no passado foi um arboreto importante do Instituto Florestal, com o plantio de árvores variadas para estudo científico. Com o crescimento das árvores e o esgotamento dos estudos, a área foi sendo abandonada. Sendo distante da entrada principal do Horto Florestal, acabou esquecida. Há cerca de cinco anos foi criada uma ciclovia, que ocupa uma pequena parte das alamedas. No começo era muito frequentada, mas como aumento do número de roubos e problema de segurança, quase não é usada por ciclistas.
A diretora do Horto Florestal, Ana Arromba, informou que dentro do novo plano de manejo do parque, que está em fase de conclusão, pretende-se fazer da área da ciclovia um “núcleo”, o Núcleo Vila Amélia, com autonomia administrativa, como são os núcleos do Parque Estadual da Cantareira. Dessa forma, e usando recursos de compensação ambiental, poderão ser feitos investimentos em segurança, com a contratação de mais vigilantes. No momento só dois vigias guarnecem toda essa enorme área. Apesar de cercada a área é muito vulnerável, e no trecho mais ao fundo, próximo ao Jardim Peri, existe inclusive invasão por moradia irregular.
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Extensão da área verde esquecida do Horto Florestal |
Dois córregos atravessam a área. Um deles teve um tratamento da SABESP que fez melhorar bastante a qualidade da água. É o córrego que passa aos fundos das casas do “bairro do Cocho”, como é conhecida a Vila Amélia. Porém a diretora Ana lembrou de outro córrego, que fica na divisa junto à r. Izidoro Dias Lopes, que ainda recebe muito esgoto das casas.
Como um tesouro esquecido, a “Ciclovia do Horto” precisa de atenção e investimento, para voltar a ser usado pela comunidade.



