NHOQUE DA SORTE PARA TODOS NO JARDIM DAS GRAÇAS

Av. Marginal do rio Tietê, Jardim da Graças - 29/Mar/2009

Fevereiro não teve dia 29, mas Março teve, então o Nhoque da Sorte foi servido a todos que compareceram à praça Navegando na Ecologia, junto à Marginal do Tietê. A comunidade do Jardim das Graças suspendeu o "macarrão com frango" de Domingo, e veio para a fila do "nhocódromo", para o nhoque e sobremesa de graça, e ainda ganhar noções de meio ambiente, através de palestras oferecidas pela ONG Ecos do Vitória.

Nhoque fazendo a alegria, no nhocódromo em frente ao barco-símbolo.

O projeto Navegando na Ecologia deverá dar o nome a essa praça na esquina da r. Carlos Porto Carreiro com a Marginal do Tietê, através do projeto de lei nº 663/08, do vereador Elizeu Gabriel. É o reconhecimento de um esforço de requalificar esse trecho do Limão, de clara vocação industrial, porém de ruas esquecidas, asfalto esburacado, calçadas irregulares e sem árvores, situação injustificável ao se verificar o "PIB" das empresas ali instaladas. Se faltava um empurrãozinho para uma ação conjunta, ele está acontecendo através das empresas Zini e Vomm, do empreendedor Enrico Vazzani, que pela terceira vez realiza a ação "Nhoque da Sorte", servindo 170 kg de nhoque ecológico. "Oferecemos essa quantidade de nhoque porque representam os 170 km poluídos do rio Tietê que precisam ser recuperados, desde a nascente", afirma Romi Haddad, parceira do projeto e diretora da ONG Ecos do Vitória.

O nhoque é ecológico porque não utiliza água no seu preparo, explica Enrico Vazzani: "Normalmente se usa 10 litros de água para cozinhar um quilo de nhoque, e depois se descarta toda essa água. É um enorme desperdício ambiental." Com nhoque ecológico, produzido pela Zini, o cozimento se faz no próprio molho, que usa meio litro de água. "Assim, no preparo, só vai alimento, sem desperdício", afirmou. Esses conceitos são passados para os que comparecem ao "nhoque da sorte". Os empresários da região foram chamados para esse evento, pois a idéia é tê-los também atuando, através do projeto "Calçadas Verde", que quer trazer árvores e calçadas permeáveis a essa árida região da Zona Norte.

A comunidade compareceu para comer o Nhoque da Sorte

Esse projeto sofreu um grande revés na tarde do dia 1º/02, com o incêndio que destruiu grande parte do barco-símbolo do projeto, que estava sendo restaurado na praça. Praticamente só restou o casco do barco, que precisa ser reconstruído. Mas a realização dessa terceira rodada de Nhoque da Sorte mostrou que os idealizadores do projeto mantêm a proposta, e está na pauta iniciar em breve a reconstrução do barco, realizada em conjunto com atividades de educação ambiental. "Sem pressa, pois seguiremos a velocidade da recuperação do rio Tietê", afirmou Enrico Vazzani. Junto à pequena estufa do projeto, a ONG Planeta Verde fornecia mudas de plantas, colocadas em vasos na presença dos interessados.

Entrega de mudas de plantas, para conscientizar contra ações como o descarte irregular de piche na praça.

Enquanto isso, na extremidade da praça, junto aos latões de coleta seletiva colocados pelo projeto, foi triste constatar que houve um enorme descarte irregular de asfalto e piche. A retirada desse material exigirá o uso de equipamento especial. Sinal de que muita coisa ainda precisa ser feita, para conscientizar a população sobre o respeito ao meio-ambiente urbano.