POUCO CONHECIDA, BIBLIOTECA TEM MUITOS LIVROS E BAIXA PROCURA
Limão - Outubro/2007
Escondida em uma rua sem saída no bairro do Limão, a Biblioteca Menotti del Picchia disponibiliza cerca de 31 mil títulos para seus visitantes. Apesar dos seus quinze anos de existência, os livros não circulam muito, pois o espaço ainda é pouco conhecido pelos moradores da região.Pensando nesse problema, os gestores da biblioteca enviaram uma solicitação à CET, para que uma placa de sinalização seja colocada na Avenida Deputado Emílio Carlos, principal via de acesso ao local.
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Fachadas da Biblioteca Menotti Del Picchia. |
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Com duas salas de leitura, uma delas equipada com almofadas para a criançada, a biblioteca recebe cerca de 70 usuários por dia, a maioria alunos das escolas próximas. A coordenadora, Darci Maeda Moreira da Silva, à frente da biblioteca há dois anos, batalha para reverter este quadro e fazer com que o local seja freqüentado por toda a comunidade. “O livro tem que exercer sua função, tem que circular. Se os livros ficam parados, a biblioteca perde sua finalidade, vira depósito”, afirma. Títulos que integraram a lista dos mais vendidos, como Onze minutos e O Mundo de Sophia, fazem parte do acervo da Menotti del Picchia. Além disso, a biblioteca recebe cerca de 60 livros novos todos os meses.
Quem não conhece o espaço também perde a oportunidade de participar de oficinas que são oferecidas regularmente. Aulas de violão, palestras e histórias são apenas alguns exemplos das atividades especiais que ocorrem no local.
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A coordenadora Darci Maeda; a funcionária da
limpeza Kelly Mazino (com seu filho); a assistente técnica Rosane
Simões; o assistente de Gestão Marcos de Oliveira e o vigilante Carlos. |
3º Festival A Arte de Contar Histórias,
evento especial na biblioteca. |
Os freqüentadores da biblioteca fazem o que podem para que o espaço adquira mais popularidade. Além de contar com o apoio dos visitantes, a Menotti del Picchia recebe doações, como uma pintura em uma das paredes da sala de leitura, feita por um voluntário da comunidade. Apesar de todos os percalços, a coordenadora gosta de seu trabalho e tem muitos projetos para a biblioteca. Morando na Zona Oeste, todos os dias ela percorre um longo caminho até chegar ao trabalho. “Amo o que faço, nada para mim é um sacrifício”, diz Darci, referindo-se às dificuldades de administrar uma biblioteca pública.
Para a coordenadora, seu trabalho consiste em oferecer às pessoas oportunidades de adquirir conhecimento por meio da leitura “Eu gosto dessa integração com a comunidade, de ser útil à sociedade. Eu tive a oportunidade de me formar; minha obrigação é retribuir isso; todos deveriam ter essa consciência”, comenta Darci.
Rua São Romualdo 382, Limão
Fone 3966-4814.



