LIXO INVADE PRAÇAS, RUAS E CANTEIROS NA ZONA NORTE
Praça José G. Vieira, Limão - 13/Set/2010
Cenas como as registradas na praça José G. Vieira, Limão, mostram que a gestão do lixo urbano é o grande "calcanhar de Aquiles" da administração pública. Se a chamada "zeladoria urbana" é competência das subprefeituras, então os subprefeitos precisam olhar com atenção para esse problema.
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Lixo invadindo a praça no final da r. Horácio Moura. |
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Dia 13/09, 2ª-feira, 16h. Dezenas de sacolas de supermercados transformadas em sacolas de lixo transbordam dos containers precários, invadindo a praça e afugentando as crianças. Moradores dos sobrados da r. Horácio Moura, ao lado da praça, dizem que a coleta passa três vezes por semana, número insuficiente para dar conta do lixo depositado pelos moradores da favela da r. Sampaio Correia. Todo o lixo do fim-de-semana fica à mercê das ordens de São Pedro: se chover forte, a inundação que sempre acontece nessa várzea será facilitada.
A pobreza sempre é acompanhada de dificuldades. Falta organização comunitária para gerir o lixo do dia-a-dia. Mas isso traz problemas sérios para os próprios moradores, como enchentes, riscos de doenças, além da degradação na paisagem urbana. Por isso a ação do poder público tem que subsidiar, com recursos e projetos, uma forte política de educação ambiental, para aos poucos se atingir resultados.
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Lixo na esquina das avenidas Gal. Penha Brasil e Inajar de Souza, Cachoeirinha. |
Lixo acumulado na r. Ezequiel Freire, Santana. |
Problemas assim também atingem regiões mais estruturadas, como o centro de Santana. Na r. Ezequiel Freire, ao lado da do terminal de ônibus, o lixo produzido pelo comércio prejudica a passagem dos pedestres pela calçada. Mas é circular por toda Zona Norte e ver que, em qualquer canteiro mais largo das grandes avenidas, o lixo acumula, e fica à mercê do tempo e da ação nem sempre positiva dos catadores, que rasgam os sacos e espalham o conteúdo.
A cidade de São Paulo vive na pré-história, quando se trata da gestão do lixo urbano. Sem coleta seletiva decente, sem incentivo às cooperativas de catadores, sem políticas sérias de educação ambiental. A sociedade se dá ao luxo de jogar "no lixo", diariamente, uma fortuna em resíduos, que certamente poderiam resolver grande parte do problema social paulistano.
Minudências.
@ O órgão que administra a coleta de lixo em São Paulo é a Limpurb - Departamento de Limpeza Urbana.
@ O site da Limpurb divulga a existência de 18 cooperativas de triagem de lixo reciclável. Porém se percebe claramente que esse número é insuficiente para a quantidade de lixo gerado diariamente na cidade. (Clique AQUI para ver a lista de cooperativas).
@ A Limpurb realiza a 4ª palestra sobre resíduos sólidos na cidade de São Paulo, dia 24/09 (6ª-f), das 10 às 11:30h, na auditório da sua sede, na r. Azurita 100, 3º andar, Canindé. Informações e inscrição: 3397-1758/ 59.
@ O "calcanhar de Aquiles" é o ponto fraco de uma pessoa. No caso da prefeitura municipal, a gestão do lixo urbano. Diz a mitologia grega, que Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar seu filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Exatamente nessa parte do corpo, coberta pela mão, Aquiles era frágil, e ali foi ferido, na Guerra de Tróia.
Lendo sobre as Cooperativas de Catadores existentes em SP nosso Bairro do Limão não se encontra na mesma. Com a Coleta seletiva teríamos maior limpeza e trabalho. Tenho sido procurada por Cilene a fim de solicitar um Projeto assim no Bairro. Estamos fazendo 88 anos do Bairro vamos solicitar na sessão Solene do dia 1°,proposta pelo Vereador Claudinho, a futura instação de um Posto de reciclagem no Bairro, que não anda nada limpo.Gostei muito da iniciativa da LBV, pena que nós da Comissão Pró Limão nem fomos avisados a fim de somarmos forças e lideranças.Aos poucos vamos nos treinando a viver a globalização.Parabens Bairro do Limão!
Fernanda
Mais do que politicas públicas precisamos investir também na Educação Ambiental da sociedade para tentarmos sensibilizar as pessoas que cometem atos como estes de descartar os resíduos em locais impróprios. Problemas estes que também possuem relação com a Saúde Pública, pois locais assim servem de alimento e abrigo para roedores, insetos, etc.
Fernanda
Moro muito próximo à estação Santana do metrô, mas prefiro caminhar até a estação Carandiru quando preciso utilizar o metro, tudo para evitar a desagradável sensação de passar por este local onde a foto foi tirada. Diariamente o local está repleto das mais variadas formas de resíduos: restos de alimentos, resíduos da construção civil, etc. Absurdo!
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