ESCOLA FAZ CINQÜENTA ANOS E CATIVA PAIS E FILHOS

EMEF Aroldo de Azevedo - Outubro/2007

Essa tradicional escola municipal do bairro do Limão, completou 50 anos em 2007 e tem muita história para contar. Fundada quando a região ainda era essencialmente rural, a escola foi se formando em meio a muitas dificuldades. Quem vê a EMEF hoje nem imagina que um dia ela foi um barracão, no qual mesas e cadeiras eram improvisadas com caixotes de madeira.

Para que o prédio da Aroldo de Azevedo pudesse ser construído, os moradores da região criaram uma associação e, paulatinamente, foram reunindo recursos básicos como luz, água e energia elétrica. Atualmente a escola atende 900 alunos de ensino fundamental e de educação para jovens e adultos (EJA), divididos em 3 períodos e 10 salas de aula. Este número aumentará para 12 quando terminarem as obras de ampliação do espaço.

Fachada e sala de aula da Aroldo de Azevedo

Para auxiliar na formação dos alunos,a escola conta com uma sala de leitura e uma sala de informática, que dispõe de 20 computadores. No entanto, o espaço que mais chama a atenção é a sala de SAP (sala de apoio pedagógico), na qual os alunos que apresentam alguma dificuldade de aprendizado recebem atenção especial e aulas de reforço. Desde 2006 a Aroldo está trabalhando com o projeto Ler e Escrever, que aplica um conceito diferenciado na alfabetização. “Isto diminui o número dos chamados analfabetos funcionais”, afirma a coordenadora pedagógica Maria Cristina.

Salas de informática e de leitura, nas quais os alunos têm aulas uma vez por semana.

Em Junho deste ano uma grande festa marcou o cinqüentenário da escola. Para a data especial foram realizados concursos internos, por meio dos quais foram escolhidos um hino e um logotipo para a escola. O resultado foi surpreendente: ao invés de hino, a Aroldo ganhou samba enredo. Já o logotipo recebeu destaque no muro de entrada da escola. “Para os alunos foi tudo uma diversão”, relembra a assistente de direção Ivany Oliveira.

Em uma reunião, a antiga diretora disse ao corpo docente que era preciso se entregar ao trabalho, “vestir a camisa”. Ao que parece os funcionários adotaram a idéia e fazem isso até hoje. À frente da Aroldo de Azevedo está Rosângela Lima de Souza. A diretora acredita que o contato com a família dos alunos ajuda no desenvolvimento da escola. “É importante estar sempre presente. Receber os pais e valorizar o bairro também é nosso trabalho”, diz.

Aroldo de Azevedo foi catedrático de Geografia do Brasil na USP, e colaborou para a educação de mais de uma geração de brasileiros. Publicou diversos trabalhos entre livros didáticos e títulos como O Mundo Antigo.