4ª AUDIÊNCIA SABESP DE SUSTENTABILIDADE

Auditório Eng. Tauzer Garcia Quinderé – Pinheiros - 19/Fev/2008

Cerca de 100 pessoas compareceram à sede da SABESP para participar da 4ª etapa das audiências promovidas pela empresa. Desta vez o tema foi ESPORTES AO AR LIVRE, que ensejam uma integração positiva com a Natureza. Muito interessante perceber como esportes como o vôo livre e a canoagem podem propiciar reflexões e práticas sobre a melhoria do meio-ambiente, através da educação, e auxiliar na inserção social de comunidades, além do natural benefício à saúde. Seis palestrantes apresentaram seus projetos sócio-esportivos, a seguir sintetizados.

Esportes ao ar livre e Natureza, tema do Audiência.

Claudio Antonio Borges – Associação SABESP
    A associação nasceu em 1971, para cuidar de aspectos de integração social e comunitária entre os funcionários da empresa. Hoje possui uma grande variedade de equipamentos de lazer e esportes, colocados à disposição dos associados, como quatro colônias de férias, clube de funcionários na Cantareira e uma série de outras unidades espalhadas pelo estado. Dentro de uma política de melhoria das condições gerais de trabalho dos colaboradores da empresa, a associação coordena o VIVER FELIZ , programa de qualidade de vida dividido em dois módulos: saúde e lazer. O Módulo Saúde tem como principais itens: 1 – Prevenção e controle do tabagismo. 2 – Implantação de ginástica laboral. 3 – Combate ao stress, através do clube de corrida e caminhada. Já o Módulo Lazer organiza campeonatos internos, monta convênios com academias, forma equipes esportivas e organiza escolinhas de esportes. Claudio Borges é presidente da associação.

Maurício Moreira de Souza – Federação de Montanhismo do Estado de S. Paulo
    Há vários anos a federação mantém o PAM – Programa Adote uma Montanha, cuja atuação consiste em treinar e capacitar grupos e clubes de montanhismo em todo o estado, visando práticas de respeito, monitoramento e preservação das áreas verdes em montanhas. A atuação se estende ao fornecimento de materiais e também financiamento de atividades junto a esses clubes. Através desse programa a federação dá condições para que os clubes de montanhismo possam exercer ações que visam recuperar áreas degradadas, construir e manejar trilhas, remover o lixo descartado na Natureza e ainda dar consciência ambiental a visitantes e moradores dessas áreas de montanha, além de divulgar os conceitos de menor impacto, durante as atividades de ecoturismo nessas regiões. Maurício Moreira é coordenador do programa PAM.

Marcos Mazzaron – Federação Paulista de Ciclismo.
    Tricampeão paulista de ciclismo, Marcos morou muito tempo na Europa, onde verificou o respeito dedicado ao ciclista, que utiliza a bicicleta seja como transporte, seja como lazer. Desde então, ao retornar ao Brasil, dedica-se a fomentar o uso da bicicleta, que é um veículo que não emite poluentes, não faz ruídos, não gera vibrações e ocupa pouco espaço nos logradouros. Algumas modalidades do ciclismo permitem um contato mais próximo com a Natureza, como o mountain-bike, praticado em trilhas de fazendas ou estradas de terra. A Federação, criada em 1925, incentiva ciclistas e grupos a praticarem o cicloturismo, atividade em que viagens de pequena ou grande duração são realizadas de bicicleta. Marcos Mazzaron é presidente da Federação Paulista de Ciclismo.

Frederico Wilche – Federação Paulista de Triathlon
    O triathlon teve a sua primeira prova realizada em 1977, no Hawaí. Foi o evento Iron Man, em que os atletas nadam 3,8 km, pedalam por 180 km e correm 42 km. Em 1982 foi realizada no Rio de Janeiro a primeira prova nacional, e em 2000 estreou nas Olimpíadas de Sidney. O triathlon é um esporte ao ar livre por excelência. As grandes distâncias da natação pedem que ele seja praticado em cursos d´água naturais, e aí está hoje um grande problema para a organização das provas: a má qualidade das águas em muitas praias paulistas e em represas. Wilche recorda que em 1935 a represa Guarapiranga, na capital, era considerada a “Riviera Paulista”, e que hoje ela não oferece condições para a prática do esporte. Porém ele mantém o sonho de realizar uma prova nessa represa. É enfático ao lembrar que sem águas limpas não é possível praticar o Triathlon, por isso o engajamento na luta pela preservação das águas. Frederico Wilche é presidente da Federação Paulista de Triathlon.

Luis Carlos Laghi Filho – Associação Brasileira de Vôo Livre - ABVL
    O vôo livre é praticado no céu, mas pode ser uma eficaz ferramenta em defesa da Natureza. Do alto os praticantes das diversas modalidades de Vôo Livre podem monitorar encostas e áreas verdes, apontando desmatamentos. Isso já é feito pela associação no Parque da Serra do Mar, núcleo São Sebastião. Ali, em parceria com o Instituto Florestal e com a Polícia Florestal, praticantes de esportes radicais aéreos, munidos de GPS, máquina fotográfica e um rádio-comunicador atuam como vigilantes da mata, denunciando invasões e desmatamentos. A prática mais eficaz nesse trabalho é o Parajet, que é um paraglider que utiliza um motor a hélice fixado às costas do piloto. Ele voa a pouca altura e a baixa velocidade, permitindo monitoramento em detalhes. Empresas privadas podem apoiar essas ações, através da divulgação de suas marcas nas asas do Parajet, que têm grande exposição. Luis Carlos Laghi é presidente da ABVL.

Adalberto Almeida – Federação Paulista de Canoagem
    Fundada em 1986, a federação mantém o projeto Canoagem Solidária, em parceria com o clube Espéria, patrocinadores e instituições de ensino. Ela é executada na comunidade São Remo, área de grande vulnerabilidade social na região do Jaguaré, Zona Oeste. A canoagem é praticada em 12 modalidades, mas nesse projeto é dada ênfase à modalidade olímpica “velocidade”, praticada na raia da USP, nas instalações do clube Espéria. Na área social esse projeto pretende, junto aos jovens participantes, desenvolver o conceito de atleta cidadão, fortalecer laços de amizade, e promover o intercâmbio cultural. Já na área educacional a idéia é desenvolver ações que conduzam à saúde e ao respeito à natureza. Assim, através do esporte, jovens ganham oportunidade de ter formação em diversos planos, possibilitando sua inserção social. Adalberto Almeida é o coordenador do projeto Canoagem Solidária.

Ao final das apresentações o presidente da SABESP, Gesner Oliveira, reafirmou que a empresa considera o cuidado ao meio ambiente uma das razões de sua existência, e que a prática de esportes ao ar livre pemite a aproximação da pessoas à Natureza, e podendo assim apontar os grandes problemas ambientais.