10ª AUDIÊNCIA SABESP DE SUSTENTABILIDADE
UNIMEP - Campus Lins - 22/Ago/2008
Lins sediou pela primeira vez uma audiência pública pela sustentabilidade. Esta é a 10ª edição do evento, que reúne representantes de diversos setores da sociedade. A discussão ocorre tradicionalmente na região metropolitana, no entanto pela 2ª vez teve como sede o interior paulista. Seis palestras marcaram o tema "PARCERIAS PELA SUSTENTABILIDADE". A audiência ocorreu no campus da Unimep.
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Público presente à 10ª Audiência de Sustentabilidade |
O foco objetivou as parcerias que podem acontecer, para que haja avanços, mas de forma sustentável. Estiveram presentes 250 pessoas. O assessor de meio ambiente da presidência da SABESP, Marcelo Morgado, abriu o evento. "Temos que disseminar as boas políticas que estão sendo realizadas no interior", disse, focalizando a idéia da audiência pública.
O tema do evento, segundo Morgado, é focado para que a empresa possa atingir os objetivos de sustentabilidade. "Para atingir os nossos objetivos ambientais, temos que trabalhar com a sociedade". A seqüência de palestras foi aberta pelo secretário de desenvolvimento sustentado, Israel Antônio Alfonso. Ele proferiu sobre o projeto "Bosques Urbanos". Entre as ações destacadas por Alfonso, esteve o reflorestamento das áreas de preservação ambiental.
"No horto municipal havia os eucaliptos, e colocamos espécies nativas". O projeto que envolve o horto, também faz ligação à educação. O local é base para a educação ambiental. "Lins nunca teve em sua história, um projeto de educação ambiental", garante. Áreas próximas a mananciais receberam mudas, como a do córrego Douradinho, no bairro Xingu. Sobre o projeto Município Verde, agora há um controle no abate de árvores.
Katia Machado Cherulli Alcântara Viana, do Rotary Clube Lins Sul, coordena o projeto "De olho no óleo". A reciclagem do óleo de cozinha contribui em muito para o meio ambiente. "Um litro de óleo de cozinha contamina um milhão de litros de agua", afirma. Na primeira etapa, segundo Katia, a população deverá se conscientizar. E as conseqüências do óleo de cozinha vão além. Se despejada nos rios, cria uma barreira que dificulta a oxigenação na água.
A população poderá participar da coleta, colocando o óleo em garrafas pet, ou em latões que estarão em locais estratégicos da cidade. A parceria envolve a usina de biodiesel, do Grupo Bertin. Carlos Antunes, engenheiro de manutenção geral da Divisão de Biodiesel, também esteve presente e relatou que o óleo de fritura, outros óleos e gorduras podem ser utilizados como matéria-prima na produção de biodiesel. Ele apresentou, ainda, as características físicas do biodiesel e citou as vantagens. "O biodiesel possuiu 85% menos gases de efeitos estufa", diz.
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Mesa de debates na 10ª Audiência de Sustentabilidade |
O professor Enaldo Montanha, da ONG SOS Rio Dourado tratou sobre o monitoramento na bacia do Rio. "O projeto é um diagnóstico ambiental da bacia". O trabalho envolve a análise da qualidade da água. Montanha protestou pelo fato de que algumas cidades, ao longo do rio, não tratam o esgoto. Em inúmeros pontos do rio, é visível a falta de mata ciliar.
O gerente de divisão da SABESP em Jales, Antônio Rodrigues da Grela Filho abordou as parcerias em sua região. Parcerias com prefeituras, escritórios rurais, faculdades, escolas, empresas e entidades foram listadas pelo gerente. E os projetos ambientais também envolvem as escolas, que visitam freqüentemente a estação de tratamento. E um fato inusitado: até um casamento na estação de tratamento já ocorreu. É que a SABESP iniciou uma revitalização da estação. Entre outros projetos, Da Grela citou o reflorestamento de diversas áreas.
Uma parceria entre Equipav e Schwing Stetter foi apresentado como solução para a substituição de adubos minerais na agricultura. "É um projeto piloto no Brasil", citou o diretor da divisão de bombas da empresa, Hendrick Luyten, que trouxe provas que comprovam a eficácia do trabalho. A substituição visa a colocação de lodos. O sistema apresentado por Luyten não necessita de muito espaço. Ao final do evento, palestrantes participaram de um debate. Foi o momento para que os participantes pudessem tirar as últimas dúvidas. O superintendente Luiz Paulo de Almeida Neto encerrou o evento. Estava confirmada a presença do presidente da SABESP, Gesner de Oliveira. Ele não pôde comparecer.
REÚSO
O reúso da água que sai das estações de tratamento também foi abordado. A Universidade de São Paulo (USP) há oito anos desenvolve pesquisas em Lins. Resultados apontam que a água que sai das estações é sim, prejudicial, aos mananciais. Porém pode ser utilizada em irrigações. "Essa água tem nutrientes e gera economia na agricultura", explicou a professora e doutora da USP, Célia Regina Montes.
Fato contrário é que ainda não existe legislação específica para essa questão. Certeza é que esse reúso economiza água potável. Contudo alguns nutrientes podem contaminar o lençol freático. "Todos nós fazemos esse projeto, que está com grande resultado", disse. Ex-reitor da USP, o professor e doutor Adolfo José Melfi, participou do evento. "É muito importante transmitir essas pesquisas que estão sendo feitas". Os produtores rurais são favoráveis à medida.

