TODA ÁGUA DA ZONA NORTE VEM DA ESTAÇÃO GUARAÚ
Superintendência de Negócios Norte da SABESP - Junho/08
Não tenha dúvida: quando uma torneira é aberta, em qualquer ponto da ZN, ela faz jorrar uma água que foi tratada na estação Guaraú, situada nas encostas da Serra da Cantareira, ao lado do Horto Florestal. São 33.000 litros de água por segundo que entram na estação, 24 horas por dia. O mesmo volume de água sai do outro lado da enorme estrutura, já pronta para consumo, e será distribuída para toda a ZN e para mais de 50% dos moradores da Grande São Paulo. O gerenciamento de toda a rede de distribuição da ZN e de mais 13 municípios até Socorro, é competência da Superintendência de Negócios Norte da SABESP, uma das 16 unidades de negócios da empresa em todo o estado.
Paulistano da Lapa e morador da Zona Norte há mais de 40 anos, José Júlio Fernandes é o superintendente da Unidade de Negócios Norte, que tem cerca de 1.200 funcionários diretos e mais 800 terceirizados. Engenheiro civil e administrador de empresas, José Júlio está na SABESP há 31 anos. A seguir ele fala sobre o funcionamento dessa unidade e dos principais desafios colocados à empresa.
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Superintendente José Júlio e sede da Unidade Norte |
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Ao sair da estação Guaraú, toda a água da Zona Norte é distribuída para 10 reservatórios distritais, dos quais o de Pirituba tem a maior capacidade de armazenamento. A partir daí a água segue por uma rede de distribuição que leva o precioso líquido à mais de 1,3 milhões de ligações, atendendo a cerca de 918 mil domicílios, a grande maioria na Zona Norte da cidade. José Júlio cita a SABESP como uma das 3 maiores empresas de saneamento básico no mundo. E como tal, tem metas ambiciosas, que são a redução de perdas, a universalização da entrega de água e do recolhimento do esgoto, a regularidade no abastecimento (24h) e também a meta de nº de ligações de água e de faturamento.
Hoje 90% do esgoto gerado na Unidade Norte é coletado. José Júlio afirma que atingir 100% é uma tarefa quase impossível, pois a empresa não tem poder de polícia, não pode obrigar as pessoas a fazer a ligação. Desses 90% coletados, 65% é tratado. Esse número não é maior até por uma questão histórica: no passado foi feita uma opção de saúde pública, de se tirar o esgoto “do pé das pessoas”, levando-o adiante em redes que não acessavam redes coletoras que ligam às ETEs - estações de tratamento de esgotos. O resultado é que o esgoto era jogado nos córregos. Hoje, com o avanço das diversas fases do projeto Tietê, os coletores troncos e os emissários estão sendo instalados, retirando o esgoto dos córregos. Porém, em córregos com as margens totalmente ocupadas, sem respeito às margens, fica difícil instalar os coletores. É o caso exemplar do córrego Tremembé, reivindicação antiga dos moradores. A sua despoluição passa por uma ação da prefeitura de retirar as construções da margens, o que é um trabalho lento. José Júlio diz que uma alternativa poderá ser a utilização de tecnologia mais avançada, como o método shield, que faz túneis sob as construções para colocar os emissários. Porém o custo é mais elevado.
Os maiores problemas da Unidade Norte são as áreas invadidas e os loteamentos irregulares. Nesses locais há uma grande perda de água, além do consumo sem pagamento, o que impacta a empresa. Estima-se que cerca de 35.000 moradias irregulares usam indevidamente a água da SABESP na Zona Norte. O antiga Casa de Detenção era o maior consumidor regular da empresa na ZN. Hoje são a Penitenciária e o conjunto residencial Bandeirantes, em Pirituba.
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Estação de tratamento de água - ETA Guaraú |
Recentemente a Unidade Norte teve problemas com a manutenção de sua rede de distribuição de água, porque devido a um problema contratual a unidade ficou 5 meses sem uma empresa contratada para os serviços de reparo na rua, que são praticamente só feitos por terceiros, da Freguesia do Ó até a divisa com Guarulhos. Por isso a demora no conserto de vazamentos, feito com as poucas equipes próprias. Mas o contrato já foi regularizado em começo de Maio, e os serviços já estão praticamente em dia, afirmou.
Pensando no aspecto ambiental, que tem sido uma ênfase da SABESP, José Júlio afirmou que a água é um bem imprescindível, e sem ela não se vive. Por isso, quanto aos riscos à sociedade causados por problemas no abastecimento, ele afirmou que o sistema de distribuição hoje tem grande flexibilidade, e a empresa consegue suprir problemas localizados remanejando águas de outras fontes. Ainda assim, a água “é um bem finito”, afirmou, e a consciência ambiental deve estar presente sempre. A Unidade Norte tem um núcleo ambiental que oferece palestras, orientações, forma professores. Esse núcleo, em um dia ou dois faz um trabalho de consciência ambiental local. Tudo isso mediante agendamento. No programa “Ensinando a Pescar”, técnicos vão a um núcleo e dão um básico de saneamento e hidráulica, ensinando a lavar caixas d´água, reparar descargas, etc.
Outro programa é o PURA – Programa de Uso Racional da Água, em que a empresa presta serviço de consultoria para empresas e poder público, visando diagnosticar problemas de consumo elevado de água, e oferecendo um estudo que permite ao cliente reduzir em até 25% o seu consumo. Diferentemente de outras empresas do mercado, a SABESP estimula a redução de consumo do seu principal produto vendido: a água.
A Unidade Norte tem 8 postos de atendimento ao público, cujos endereços estão disponíveis no portal ZNnaLinha, em cada distrito, no menu Poder Público/ SABESP.
R Conselheiro Saraiva 519, Santana – fone 2971-4000


