DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO - DRE JAÇANÃ-TREMEMBÉ
Três subprefeituras, 168 escolas, 3.040 professores, 68.888 alunos.
Parando para pensar... são números impressionantes os que estão sob a batuta da DRE Jaçanã-Tremembé. Ela ocupa em espaço restrito na subprefeitura Santana-Tucuruvi. Estão todos apertados ali, mereciam espaço mais adequado, porque nada deve ser mesquinho, quando se trata de Educação. E esse é o espírito que está por trás da ação da diretora Leila Barbosa Oliva, professora desde 1977: acreditar no sonho de uma escola melhor a cada dia.
![]() |
Diretora Leila (à esq.), com equipe da DRE-Jaçanã/Tremembé |
A professora Leila é um exemplo típico de sua geração: fez toda a sua formação em escola pública. O curioso é que ela gostava de exatas, e fez o científico (antigo curso médio voltado para os "números"). Quando decidiu ser professora, causou surpresa na família. Então fez um complementação no curso Normal, e foi dar aulas em 1983, na EMEF Cecília de Moraes de Vasconcelos, na região da Brasilândia. Região violenta, um contraste muito grande. Em 1995 passou em 1º lugar no concurso para diretora escolar, e ficou quase 10 anos na direção da EMEF Noé Azevedo, no Tremembé. Em 2006 foi para a diretoria de orientação técnica, departamento que cuida da formação dos professores. E em 2007 assumiu a direção geral da DRE-JT. A cidade de São Paulo é divida em 13 diretorias regionais. A Jaçanã-Tremembé, apesar do nome, inclui também as escolas municipais que estão na região das subprefeituras Santana-Tucuruvi e a Vila Maria-Vila Guilherme, o que abrange quase 70 mil alunos.
Leila lembra que historicamente as profissões do cuidar são mais ligadas à mulher, por isso nas CEIs - Centros de Educação Infantil, praticamente só existem professoras. Ao ser indagada sobre a atual situação salarial do professor, a dirigente informou que em 2007 houve uma reestruturação da carreira do Magistério, com uma série de melhorias, inclusive salariais. E que a melhoria salarial também é conseguida através do progresso na formação. O professor vê o seu salário melhorar, à medida que evolui sua formação.
O ensino médio é ministrado em apenas duas unidades municipais: nas EMEFM Vereador Antônio Sampaio e Derville Alegretti, em Santana. Essa última também tem ensino técnico. A diretora Leila informa que no CEU Jaçanã já está em curso o ensino técnico nas áreas de administração e contabilidade, em parceria com a ETEC Paula Souza.
Mas o dia é do professor. Indagada sobre a atual situação desse profissional, a diretora lembrou do tempo em que iniciou no magistério, afirmando que aconteceu uma série de melhorias que impactam positivamente a qualidade de vida do professor: o fim do 3ª turno de aula, deixando o ambiente mais tranqüilo; o número máximo de alunos por sala (32 no 1º ano, e 35 nos seguintes); a presença de um estagiário de pedagogia em todas as salas de 1º ano; a designação do posto de trabalho mais perto da casa do professor; o oferecimento de uniforme e material completo para os alunos, também melhorando o ambiente escolar; e a melhoria salarial conseguida nos últimos dois anos.
Para Leila a carreira ainda sofre um menosprezo pela sociedade, e considera que isso é mais cultural do que baseado em fatos. Por isso o seu esforço de retirar do professor a imagem de vítima. "Todo dia busco realimentar o entusiasmo no professor. Não há futuro, se não houver investimento nesse profissional", afirmou.
