8ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL PRODUÇÃO MAIS LIMPA
Mesa 2 - São Paulo e Suas Águas
Paulo Massato, gerente da SABESP, informou que São Paulo é abastecida por 33.000 litros/segundo de água buscada no sistema Cantareira, isto é, fora da cidade. E é uma situação limite porque a cada ano a empresa precisa fornecer mais 1500 litros/segundo, equivalente ao consumo de uma cidade de 250.000 habitantes. A ação em curso mais próxima é a ampliação da estação de tratamento de água de Taiaçupeba, de cerca de 5.000 litros/segundo, até 2010. Ele comemorou a redução do consumo de água residencial, que baixou de 20,1 m3/ ano em 1997, para 13,2 m3/ano em 2008.
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Mesa que discutiu São Paulo e suas águas. |
O professor Carlos Eduardo Tucci afirmou que, pensando na gestão integrada da cidade, "é necessário um olhar integrado no início do processo, pensando em água, drenagem, esgoto e resíduos sólidos, que são serviços que o estado tem que prover". Lembrou que existe uma cidade legal e outra ilegal, essa última em geral nas áreas de mananciais. A invasão das áreas de mananciais se deu por excesso das leis, que não davam incentivos à proteção. Ele reforçou a importância dos incentivos econômicos para a proteção dessas áreas. Tucci descreveu três fases históricas na questão das águas urbanas: até 1970 vivia-se o período higienista, em que se retirava os esgotos da casa das pessoas, porém se jogava nos córregos. De 1970 a 1990 foi a fase corretiva, a de tratamento dos esgotos. E a partir de 1990, busca-se a fase sustentável, com planejamento da ocupação. Ele lembrou que em Milão o problema foi atacado através de multas para os poluidores, e que no Chile esse problema foi atacado com vontade política, coisa que muitas vezes falta no Brasil.
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A ONG Reciclar é Vida apresentou seus móveis feitos com pneus usados. |
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Vitor Santos, da empresa do ramo automobilístico Valeo, apresentou um projeto radical de redução de consumo de água, realizado na fábrica de Campinas, trazendo ganhos ambientais e também financeiros. Por exemplo, buscou-se água em poços, em vez de transportar por caminhões. E passou-se a reusar a água no telhado da fábrica, para minimizar o custo de ar condicionado. Ao final dos processos, se conseguiu uma redução de 50% no consumo de água, 100% de redução no descarte de efluentes, e 100% de redução nas emissões atmosférica, devido à eliminação do transporte de água por caminhões, além do conforto térmico conseguido.



