8ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL PRODUÇÃO MAIS LIMPA
Mesa 1 - Desenvolvimento, Saúde e Ambiente
Karen Suassuna, da ONG WWF, afirmou que as altas concentrações de CO2 globais não são naturais. E que com médias de aquecimento superiores a 2º C, haverá sério risco de escassez de água, agravamento de doenças tropicais como malária, e queda da produtividade agrícola. E uma afirmação coloca a gravidade da situação: "as emissões globais de combustíveis fósseis estão crescendo muito mais rápido que o pior cenário de projeção do IPCC (Painel Interdepartamental de Mudanças Climáticas)".
Outra afirmação é a de que está se reduzindo drasticamente, como uma tendência, a superfície congelada do planeta. O Brasil é o 4ª maior emissor global de CO2, e isso é mais preocupante, porque 62% dessa emissão é gerada pelo desmatamento. Karen lembrou que existem 70 milhões de cabeças de gado na Amazônia, "4 vezes a população", e a produção extensiva acaba derrubando árvores.
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Mesa que debateu Desenvolvimento, Saúde e
Ambiente |
O secretário Eduardo Jorge afirmou que é possível reverter o processo, mas é preciso agir. Ele lembrou que 25% das emissões de gases do efeito estufa são gerados a partir de aterros sanitários. Porém em São Paulo esses gases estão sendo captados, para gerar energia elétrica que seria suficiente para o consumo de uma cidade de 700.000 habitantes. Os créditos de carbono gerados por essa ação, no valor de quase R$ 70 milhões, devem ser alocados na própria região dos aterros.
Eduardo Jorge é um defensor do tróleibus, e lembrou que a prefeitura tinha 550 tróleibus, e chegou a vender 250 deles, em gestão anterior. Agora essas linhas estão sendo recuperadas. Ele elencou pontos importantes da sua administração, como o incentivo ao uso de bicicletas, da defesa dos mananciais, para aumento da captação local, pois "só produzimos 25% da água consumida na cidade". Citou também o programa de 100 parques, a serem efetivados até 2012. E lançou o desafio ético, que "precisamos mudar a forma de viver, para que todos possam viver".
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Jovens da Associação Bandeirantesa da Freguesia do Ó
e escultura com mouses
dispensados |
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Valter Lazarini, do conselho de meio ambiente da FIESP, lembrou as 12.000 mortes/ano ocorridas em função da degradação do ar, e afirmou que "as intervenções ambientais têm muito mais efeito sobre a saúde do que as intervenções em equipamentos hospitalares". Comparando a crise ambiental com a financeira, afirmou que "a financeira é temporária. A ambiental é permanente, portanto é muito mais importante e séria. Porém não se vê uma mobilização de recursos como a da crise financeira, em torno de US$ 1 trilhão". Ele considera que uma militância verde, uma "militância da sobrevivência", deve voltar, mudando as matrizes de produção.



