LUIZ CARLOS KECHICHIAN
Diretor-presidente da Mirantte Negócios Imobiliários
49 anos, casado, três filhos.
Advogado e corretor
Hobbies: assistir vídeo, ler e cozinhar
Na ZN desde sempre: Tremembé, Jardim França e Jardim São Bento.
Formação básica: Grupo Escolar República do Chile, Colégio Padre Moye, Colégio SAA.
Curso superior: Análise de Sistemas na Fatec, e Direito nas Faculdades Integradas Guarulhos.
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Luiz Carlos Kechichian em sua mesa de trabalho, na Mirantte unidade Santana. |
Tudo começou com os pais, ligados ao comércio. Aran (armênio) e Carmen (espanhola) tinham uma fábrica de sapatos. A família morava no Tremembé, onde Luiz brincava na rua, nas imediações da av. Nova Cantareira. Na adolescência vieram as domingueiras no Clube Acre e os rachas. Então lembra de Ayrton Senna, de quem era amigo. Nem imaginava que no futuro uma empresa sua, a Mirantte Segurança, nasceria praticamente para cuidar da proteção do piloto. Aponta a principal característica de Senna: a humildade. Nesses dias Luiz anda desapontado, porque houve o veto a um projeto seu, encaminhado pelo deputado Campos Machado, de nomear "Jardim São Paulo - Ayrton Senna" à estação de metrô que existe no bairro onde o piloto morou. Mas ele tem esperança que o veto do governador seja revisto na Assembléia.
Ao falar de Zona Norte, Luiz Carlos aponta que existe uma carência de destaque na região. Não se faz um viaduto, não se faz um túnel na ZN. Acredita que a extensão da av. Braz Leme até a av. Ataliba Leonel é uma obra prioritária.
Porém as melhores lembranças da ZN levam ao Horto Florestal, para ele um patrimônio ao qual não se dá o devido valor. Acredita que 80% das pessoas não conhecem esse parque. Valoriza o trabalho da família Baumgart, idealizadora do Shopping Center Norte, "âncora da ZN". Luiz sente falta de uma representação política mais forte da Zona Norte. Nelo Rodolfo é citado como uma liderança local que a ZN teve mais recentemente. Para Luiz o gostoso da Zona Norte é o astral interiorano e romântico, que permite andar pela região "sem lenço e sem documento".
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Kechichian ao lado da réplica do capacete de Senna, seu amigo na adolescência. |
A entrada no ramo imobiliário foi sem planejamento. Luiz Carlos Kechichian fazia estágio de Análise de Sistemas na Prodesp, do outro lado da cidade. Como não tinha tempo livre, a única profissão que permitia trabalho fora do horário ou nos fins de semana era a corretagem de imóveis. Começou na imobiliária Chalé (que não existe mais) em 1978. Depois montou a imobiliária Andes, até que em 1983 criou a Mirante, porque ficava bem junto ao Mirante de Santana. Detalhe: começou com um "t" só. Na hora de registrar a marca, ela já tinha dono. Então uma esotérica sugeriu o nome com "tt". A patente saiu e o sucesso se confirmou.
Kechichian se orgulha de dar oportunidade de trabalho a 150 corretores em suas quatro unidades (três na Zona Norte e uma no Pacaembu). Quando fala em responsabilidade social, Luiz enumera: todo o impresso da empresa é feito com papel reciclável ("reclamou" que esse papel é mais caro que o tradicional); os corretores são orientados a obedecer a lei à risca, observando nos imóveis a parte drenável e a manutenção de árvores. A Mirantte auxiliou na construção do Lar Frei Leopoldo, que abriga crianças no Tremembé. Após a obra, ele colabora periodicamente com valores. Preocupado com os idosos, revelou que seu maior projeto agora é criar um asilo, em terreno na região do Mandaqui. Um grupo já está dando corpo à proposta. Na empresa, estimula a cada 60 dias que todos os corretores que se interessem façam uma doação de sangue. Ele mesmo, a cada dois meses, doa o seu sangue em um hospital da região.
Diretor do CRECI - Conselho Regional dos Corretores de Imóveis, através dessa entidade realiza campanhas que valorizam o social. O Sindicatos dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo concedeu a Luiz Carlos o diploma de Corretor Benemérito 2009. Luiz Carlos Kechichian afirma que a vida foi muito boa para ele, por isso tenta devolver, através de movimentos de solidariedade. Na Zona Norte.

