A BIBLIOTECA DE SÃO PAULO FICA NA ZONA NORTE

Parque da Juventude, ao lado do estação Carandiru do metrô

Localizada no Parque da Juventude, e destinada a ser a sede do Sistema Estadual de Bibliotecas, formado por 941 unidades, a Biblioteca de São Paulo foi inaugurada no dia 08/02/2010 com um evento à altura de sua ambiciosa proposta, de fazer renascer o gosto da leitura na população, e em especial nos jovens.

A Biblioteca de São Paulo se posiciona de imediato entre as grandes bibliotecas públicas da cidade, como a Mário de Andrade e a do Centro Cultural São Paulo. Porém com um grande diferencial: tudo nela é pensado para atrair o gosto do visitante, e cativar a sua freqüência. E isso começa pelo acervo: milhares de publicações novas, entre livros e revistas. Os mais recentes best-sellers, gibis para todas as idades, diversos jornais diários, sofás e poltronas confortáveis para leitura, cem computadores, equipamentos de leitura para deficientes físicos, e muito mais.

Visita monitorada na inauguração.
Vista da área de computadores


Se hoje livrarias como Cultura e Saraiva Megastore são grandes pontos de freqüência de público, a Biblioteca de São Paulo tem tudo para se tornar também uma referência de passeio e visitação. Apesar de ser uma biblioteca, o clima descontraído, o colorido da decoração e a variedade de ofertas de cultura devem tornar esse espaço uma grande atração na cidade.

Em uma obra que durou cerca de oito meses, foram investidos R$ 12,5 milhões na transformação de um prédio ocioso na, possivelmente, mais moderna biblioteca pública do país. A coordenadora do projeto, Adriana Ferrari, afirmou que, apesar de inspirada em experiências de diversos países, a Biblioteca de São Paulo se assemelha à biblioteca de Santiago, sua inspiradora.

Biblioteca de São Paulo, ao lado da estação de metrô Carandiru


A diretora do espaço é a bibliotecária Magda Montenegro, coordenando uma equipe de 50 pessoas, que inclui assistente social, psicopedagoga e educadores como o jovem William, formado em Letras. Morador de Santo André, ele virá diariamente à ZN para cumprir 6 horas de trabalho na biblioteca. Todos são funcionários contratados pela Poiésis, organização social de Cultura responsável pela gestão da unidade.

Com um acervo de 30 mil itens, sendo 22 mil livros (14 mil novos), a Biblioteca de São Paulo vai servir à cidade e a todo o estado de São Paulo, oferecendo cursos de formação para bibliotecários de toda a rede estadual. Mas o principal usuário será o morador da ZN, que poderá chegar a ela a pé, de metrô, ou ainda estacionar ao lado das ETECs e desfrutar dessa experiência especial: estar em uma das bibliotecas mais modernas da América Latina.

Crianças já aproveitando.
Escritor Inácio de Loyola Brandão e José Gregori.


Minudências

@ O horário de funcionamento é bem amplo: de 3ª a 6ª-f, das 9 às 21h. Sáb., Dom. e feriados das 9 às 19h. Não abre às 2ªs. Para quem for de carro, o estacionamento ao lado das ETEC custa R$ 5,00/h, R$ 6,00/2h e R$ 7,00/até 12h.

@ O evento de inauguração teve a presença de destaques, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também presentes o governador Serra e o prefeito Kassab.

@ A inauguração oficial teve atraso de quase duas horas, até a chegada do governador. O primeiro a discursar foi o secretário estadual da Cultura João Sayad. Também presentes o senador Eduardo Suplicy, os secretários Geraldo Alkmin, Aloysio Nunes Ferreira, Afif Domingos, Clóvis Carvalho, Ricardo Montoro e Eduardo Jorge.

@ Pela ZN presentes os subprefeitos Hélio Rubens e Antônio Perosa, e o vereador Claudinho.

@ O secretário municipal da Cultural, Carlos Augusto Kalil foi indagado sobre o projeto de uma biblioteca municipal no Tremembé, que foi alvo de estudo no ano passado. Ele disse que em 2009 o assunto foi suspenso, por falta de verbas, mas que em 2010 o orçamento está mais folgado, e o tema pode ser retomado.

Secretário da Cultura João Sayad na inauguração da BSP.


@ Poucos escritores presentes. O destaque foi Inácio de Loyola Brandão, que apesar de araraquarense, está entre os cronistas que mais retratam a cidade de São Paulo em seus textos.

@ A jornalista Mona Dorf acompanhou o evento, levantando conteúdo para o seu programa Letras e Leituras, que fala de livros e literatura na rádio Eldorado.

@ Cerca de 300 pessoas lotaram o espaço lateral da biblioteca, que deverá ser usado para eventos e apresentações musicais. A Poiésis serviu um almoço de alta gastronomia para os amantes dos livros e da Cultura. Os brigadeiros fizeram sucesso...