1º ENCONTRO AMBIENTAL CADES JAÇANÃ/ TREMEMBÉ
CEU Jaçanã - 1º dia de evento: 22/mar/2010
MANHÃ
O evento foi aberto com a presença do secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que manifestou sua opinião de que a atuação da comunidade junto ao poder público é uma nova forma de governo. Os Conselhos são a comunidade dentro da prefeitura, trabalhando em conjunto com o subprefeito. Segundo o secretário, a prefeitura vem atuando em 3 frentes na questão da água: o projeto Defesa das Águas, os parques lineares em áreas de córregos e mananciais, com recurso da FUNDURB, e o combate às enchentes junto com o Governo do estado. Ele afirmou que a prefeitura é a única que considera os 30 m de afastamento do córregos para o licenciamento das construções. Além disso, segundo o secretário, o cidadão tem que contribuir dentro de sua casa. O subprefeito José Faneco destacou a participação dos conselheiros do CADES e da comunidade dentro da subprefeitura e demonstrou grande alegria com a realização desse evento.
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Chegada ao encontro. |
Primeira mesa de debates. |
Após a palestra Água e Meio Ambiente, proferida pelo eng. Fernando, foi servido um lanche, seguido pela mesa de debates composta por Ivini Ferraz, da Rede de Cooperação da Cantareira; Kátia Mazzei, da Reserva da Biosfera; Cleide Marinho, da Frente de Defesa da Cantareira/Ong Acorda Mairipa; e Ciro Malta, do Depave/ Programa de Arborização Urbana
À pergunta "Quais as ações desenvolvidas na região JT e sua inter-relação com os demais atores?", Cleide contou a formação de sua entidade como uma necessidade de acesso burocrático aos meios governamentais, para conseguir ações reivindicadas pela sociedade. O representante do viveiro manequinho Lopes contou sobre a produção de mudas para serem usadas no plantio em ruas e canteiros, e soube-se qe haverá um viveiro no Tremembé brevemente em conjunto com o Lions Club Tucuruvi. Ivini Ferraz contou que as associações comunitárias começaram a se formar na década de 1960 e desde então fortaleceram o movimento ambientalista da região. Falou também de sua atuação na formação dos Jovens da Floresta, programa desenvolvido pelo Recanta. Kátia Mazzei deu um panorama geral das Áreas de Reserva da Biosfera no mundo que, são ao todo 517, e no Brasil são 6. Falou que atualmente a Secretaria Executiva está voltada para um projeto de Gestão Sócio Ambiental com jovens do entorno do Parque Alberto Loefgren. Este projeto será feito com a comunidade Guarani, do Jardim Peri, apontada no plano de manejo como uma das mais necessitadas da região. Serão desenvolvidos com eles as boas práticas ambientais.
Conforme demonstrado no inventário ambiental, recém lançado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, ficava claro a importância das áreas de conservação e do cinturão verde da Cidade de São Paulo. O ZNnaLinha inquiriu a Kátia Mazzei, se essa consciência da dimensão dessas áreas seriam demonstradas nestes projetos para os jovens? Kátia Afirmou que não num primeiro momento por ser essa uma área técnica, mas que aos poucos será ampliada essa visão. Em seguida a pergunta de qual a opinião da mesa sobre o Rodoanel trecho Norte. Cleide Marinho afirmou que não há a necessidade de uma rodovia deste porte em nossa região e portanto era contra a construção. Já Kátia Mazzei disse que, pelo plano de manejo, não é possível construir estrada nos modelos já feitos, poderiam ser feitos apenas por viadutos ou túneis. Isso encarece a construção, o que faz a Dersa avaliar um trajeto mais curto que ligaria a Dutra com a av. Inajar de Souza, e essa com a av. Raimundo Pereira de Magalhães, para aí sim cair no Rodoanel trecho Oeste.
À TARDE
A mesa de debates da tarde foi coordenada pelo conselheiro Marcelo Cândido, e teve a presença dos professores Neli Aparecida de Melo, da USP; Rafael Anunciato Neto, da Faculdade Santa Rita; e Marcos Furlan, da Faculdade Cantareira, que falaram de projetos na região,
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Mesa de professores convidados para o encontro. |
A professora Neli apresentou slides de um estudo comparativo entre o Parque Estadual da Cantareira e a APA Capivari Monos, na Zona Sul. Ela citou os animais em risco de extinção existentes na serra: bugio, gato-do-mato, macuco, jaguatirica, gavião-ponba, jacuguaçu e bacurau-tesoura-grande. Ela detalhou os conflitos existentes entre uma área preservada e a necessidade de habitação por parte dos moradores da cidade. O prof. Anunciato fez uma palestra sobre Gestão Ambiental como Ferramenta Estratégica. Nela, lembrou que os administradores pensam sempre suas atividades em termos econômicos, e que só a sociedade consciente pode cobrar as mudanças nas posturas empresariais. Ele considera importante montar uma panorama das empresas da região, com sua ação ambiental, porém isso ainda não foi feito. O prof. Furlan lembrou que a faculdade Cantareira mantém o único curso de Agronomia na cidade de São Paulo, e que sua fazenda experimental fica na Serra da Cantareira. Com Furnas a faculdade estuda a criação de hortas sob a rede de transmissão de energia. Esse projeto já se encontra em análise junto à subprefeitura.
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Público presente no auditório do CEU Jaçanã |
Em seguida a conselheira Cleide Marinho chamou o vereador José Police Neto para compor a mesa dos parlamentares. Police Neto lembrou que antes a água era vista como um problema para a cidade, como um tormento, e não como fonte da vida. Como ele foi o relator de todo o processo de revisão do Plano Diretor, trouxe informações sobre os parques, caminhos verdes e parques lineares propostas até 2012 e até 2016. Lembrou duas importantes leis para a cidade: a lei 14933/09, que rege a Política Municipal de Mudança do Clima, com diversos dispositivos, como a que determina que daqui a 10 anos São Paulo será a primeira cidade mundial a ter uma frota de ônibus "verde", não poluente. E a lei 14934/09, que trata de saneamento, e que determina que a cidade receberá cerca de R$ 350 milhões para uma agência reguladora de saneamento, que investirá em São Paulo nessa área.



