Subprefeitura Freguesia/Brasilândia - 22/Ago/2008
Mílton Roberto Persoli, 51 anos, formado em engenharia pela Universidade Mackenzie, é funcionário da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) há 30 anos e especialista em trânsito, além de torcedor do Palmeiras. Este é o perfil do subprefeito da Freguesia/Brasilândia, que assumiu o cargo desde Março de 2008. Morador do Campo Belo, bairro da Zona Sul da capital, Persoli costuma chegar ao trabalho por volta das 07:30h e vai logo cedo resolvendo as principais demandas da subprefeitura, como: vistorias em obras e alguns pedidos específicos, que segundo Persoli, "são mais fáceis de fazer pela manhã".
E foi neste clima descontraído e, em meio às tarefas do dia-a-dia, que o subprefeito Mílton Persoli recebeu o ZNNALINHA para um bate-papo. Confira abaixo:
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Subprefeitura Freguesia/Brasilândia, na Cachoeirinha, e subprefeito Mílton Persoli |
ZN: Quais são as principais demandas atendidas pela subprefeitura Freguesia/Brasilândia?
Persoli: A região sofre um processo de transformação e adensamento muito rápido, gerando problemas de loteamentos clandestinos em áreas particulares. Temos muita demanda com obras de infra-estrutura, especificamente no bairro da Brasilândia, além das demandas com esgoto e pavimentação de ruas e vielas. Dentro desse contexto, estamos desenvolvendo grandes projetos em parceria com a SEHAB (Secretaria Municipal de Habitação), como o Parque Linear Córrego do Canivete, no Jardim Damasceno e a favela Tiro ao Pombo, na Freguesia do Ó, que são projetos que já retiraram e indenizaram dezenas de famílias que viviam em situação de risco.
ZN: Como é feita a remoção e a indenização dessas famílias?
Persoli: É feito um cadastro junto a SEHAB e a subprefeitura que realizam uma avaliação das famílias que moram nos locais de risco, para posteriormente serem indenizadas. Enquanto a SEHAB analisa esses critérios, as famílias são levadas para imóveis alugados pela prefeitura até que os acordos sejam aceitos e fechados.
ZN: Próxima do CEU PAZ existe uma área que está sendo ocupada irregularmente. Qual é a posição da subprefeitura?
Persoli: Aquela é uma grande área de invasão, é uma área municipal que não pode ter aquele adensamento. Existe uma grande luta da SEHAB e da subprefeitura para evitar que isso ocorra, mas é muito complicado e difícil.
ZN: Atualmente quais são as principais obras da subprefeitura?
Persoli: Estamos realizando grandes obras na área de habitação, como na região do Jardim Damasceno, uma região que não tem nenhuma área de lazer, e na ampliação do córrego Rio das Pedras. Estas obras trarão mudanças substanciais na região e principalmente para os moradores, que são nossa responsabilidade. Outra grande ansiedade da região é o Metrô, que em breve chegará ao bairro da Freguesia.
ZN: Quais as diferenças entre o Campo Belo, na Zona Sul e a região da subprefeitura?
Persoli: O Campo Belo é um bairro com uma infra-estrutura viária muito melhor, são 5 grandes saídas, enquanto aqui temos apenas duas (Ponte do Piqueri e da Freguesia), que cruzam a marginal e isso limita muito o deslocamento e o transporte coletivo que fica condicionado somente a esses dois corredores e acaba tendo um retardamento muito grande. A única grande via que nós temos, é a avenida Inajar de Souza, pois o resto do viário é muito pequeno e ainda sofre com uma topografia muito acidentada.
ZN: Por que a subprefeitura Freguesia/Brasilândia está instalada no bairro da Cachoeirinha?
Persoli: Esse é um outro projeto que temos para o próximo quadriênio, a construção de uma sede própria. Nós estávamos instalados em um prédio da prefeitura que precisou ser ampliado, daí a subprefeitura da Casa Verde disponibilizou temporariamente este prédio. É confuso, pois para o usuário que mora na região da Brasilândia ou da Freguesia e que, na maioria das vezes utiliza condução para chegar a subprefeitura, fica muito ruim. Temos 320 atendimentos diários em nossa praça de atendimento e creio que se a subprefeitura se deslocar para uma região mais densa, como a Brasilândia ou a Freguesia, teria um aumento de cerca de 40%.
ZN: Portanto se um usuário tiver problemas nessa região ele não pode ser atendido por essa subprefeitura?
Persoli: Até pode, daqui abriremos um processo ou encaminharemos para a subprefeitura responsável, mas se for algum problema específico de outros bairros, não temos a competência/autorização para atendê-lo. Isso é muito difícil, pois às vezes o morador está aqui ao lado e tem que se deslocar para outra região para ser atendido.
Texto e fotos: Fernando Figueiredo