CHÁCARA NIAZI: PROJETO APRESENTADO, COM SAMBA E TAIKÔ

R. José Inácio de Oliveira, Imirim - 24/Out/2009

O Instituto Hei Sei apresentou à comunidade o projeto que vai ocupar um terço da Chácara Niazi, enorme área verde a menos de 7 km do centro da cidade. E a boa nova: a planta do projeto mostrou que, dos 18.000 m2 do terreno, a área construída terá apenas 1.100 m2, menos de 10% do total. O resto será horta, gramado, lago, jardim japonês...

Plantio de mudas.
Diretora Claudia e Marcio Marcelino mostram o projeto.

Centro de Cultura Japonesa Hei Sei é o nome do projeto. Um caminhão de som adentrou o terreno enlameado, para dar mais visibilidade aos convidados e à importância do evento. Comparecerem o subprefeito Walter Abrahão Filho, o deputado federal Walter Ihoshi e o vereador Kamia, além de diversos representantes da comunidade nipônica e da vizinhança. Em uma tenda o projeto ficou exposto em detalhes aos interessados. Segundo a planta, quase 50% da área do terreno será ocupado por lago e áreas verdes. O jardim japonês terá 1.500 m2.

Há tempos a Chácara Niazi é observada por moradores, poder público e ambientalistas (clique AQUI para ver). Há cerca de dois meses começou a movimentação de terra e máquinas no terreno, que inclusive possui um casarão de cerca de 100 anos de idade. Procurada pelo ZNnaLinha, a diretora do instituto, professora Cláudia, informou que um grupo de investidores da comunidade nipônica havia comprado uma parte do terreno, visando a construção de um centro cultural. A subprefeitura Casa Verde/ Limão/ Cachoeirinha esclareceu que se tratava na verdade de dois terrenos. O menor, de 18.000 m2, foi comprado pelo instituto. O maior, de 45.000 m2, é da família Niazi, e é projeto da subprefeitura transformá-lo em parque.

A integração entre culturas, simbolizada pelo samba e pelo taikô.

Márcio Marcelino, autor do livro sobre o Parque Peruche, está em diálogo com o instituto, levando um projeto de ponte cultural entre as tradições nipônicas e a nativa, muito ligada ao samba. Lino convidou ao evento uma ala da escola de samba Unidos do Peruche, enquanto o instituto Hei Sei chamou o grupo de percussão Himawari Taikô. O deputado Walter Ihoshi frisou que essa obra marca o início do 2º centenário da presença japonesa no Brasil, e que nesse espaço vai ser possível a comunidade ter acesso a ações não assistencialistas e sim sócio-culturais. A diretora Cláudia afirmou que o seu desejo é ter toda a obra realizada até o final de 2010.

Vista de parte do terreno em que será construído o centro de cultura japonesa.



Minudências.

@ Dois pontos altos no evento: 1 - O plantio de duas mudas de árvores representando as duas culturas: um ipê amarelo e uma cerejeira. 2 - A bateria da Unidos do Peruche e os percussionistas do Himawari Taikô, tocando juntos.

@ O subprefeito Walter Abrahão Filho disse que essa área tinha muitos problemas devido ao uso indevido, agora através desse projeto encontra uma solução. Ele aposta na força da prefeitura, para transformar os 2/3 restantes da área em um parque público.

@ A outra parte do terreno, de 45.000 m2, é da família Niazi, contudo já existe um "DUP" - Decreto de Utilidade Pública, sobre ela, facilitando a transformação em parque. Esse terreno é ocupado em parte por uma ONG de origem norte-americana, chamada Jocum - Jovem com Uma Missão.