CASA VERDE – PERUCHE: TERRITÓRIO DO SAMBA
Quadra de Escola de Samba Unidos do Peruche - 20/8/07
A tradição da Escola de Samba Unidos do Peruche é indiscutível. No programa São Paulo de Todos os Tempos de 10/2/07, o jornalista Geraldo Nunes informou que, em conversa com o pesquisador de música Assis Brasil, soube que o samba-enredo da Peruche, de 1969, teria sido o 1º samba-enredo paulistano gravado. “História da Casa Verde” o nome do samba, criado por Geraldo Filme e Benedito Lobo, baseado no livro homônimo de Aureliano Leite. Samba e cultura caminhando juntos. Assim foi muito natural que a quadra da Peruche abrisse suas portas para a apresentação da tese de mestrado de Márcio Marcelino, “Uma Leitura do Samba Rural ao Samba Urbano na Cidade de São Paulo”.
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Diretor da Peruche defende tese sobre a
origem do samba em São
Paulo |
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Lino, diretor cultural da escola, nasceu e cresceu no Parque Peruche. Geógrafo, escreveu o livro “A Evolução Urbana do Parque Peruche e sua Gente” (Carthago Editorial, 2003). Na tarde de 20/8/07, defendeu sua tese para uma banca de professores na USP. À noite, levou seu conhecimento para a quadra, e através de um telão apresentou uma síntese de seu trabalho. “A origem do samba em São Paulo é diferenciada, é um samba rural, samba caipira”, afirmou. No século 18 existia um encontro religioso onde os negros se encontravam, em Pirapora do Bom Jesus. Ali faziam as trocas musicais no “barracão dos romeiros”, onde os negros se concentravam.
Na cidade de São Paulo os primeiros bairros a terem a relação com o samba foram a Barra Funda, o Bixiga e o Lavapés. Depois, com o crescimento da cidade, o samba abriu uma segunda área de expansão: Tatuapé, Vila Matilde, Vila Maria, Casa Verde, Ó.
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Integrantes da Velha Guarda prestigiam
Lino |
Mestre Sala Rubens e Porta Bandeira
Edilaine |
Em 1968 aconteceu o 1º desfile de escolas de samba com o aval da prefeitura, no Anhangabaú. Em 1977 os desfiles foram para a av. Tiradentes, com um relacionamento mais estreito com as transmissões de TV. Lino alertou para o fato de que hoje os desfiles são mais espetáculo do que eram antigamente, e que o importante é o samba paulistano não querer copiar o samba do Rio de Janeiro.
Após a apresentação de Lino aconteceu uma exibição de um grupo de samba à moda antiga, vindo exatamente da região de Pirapora do Bom Jesus, com seu samba cantado e marcado por um ritmo bem diferente, meio caipira. E a noite encerrou com um desfile das baianas e de passistas da Peruche, com a bateria tradicional da escola.
fone 3951-4099
Márcio Marcelino (Lino) – marciommarcelino@ig.com.br



