UMA SITUAÇÃO DEGRADANTE NA FAVELA BOCA LOUCA

R. Jorn. Otávio Ribeiro Pena Branca - V. Dionísia - Nov/2008

Aproveitando a inauguração de uma EMEF, a moradora Daniela Floriano parou o prefeito Gilberto Kassab para perguntar sobre a situação da favela Boca Louca, situada ao lado da escola. Para mais detalhes, procurou depois o subprefeito Marcos Gadelho. Ficou sabendo que a idéia é terminar de fazer a remoção, ou fazer a urbanização, através de um prédio da COHAB. Nada está definido para aquele pedaço de favela que ficou encostada na obra de canalização do córrego do Guaraú e na extensão da avenida Afonso Vieira Lopes. O fato é que ali se vive com qualidade de vida zero.

Favela Boca Louca e moradora interpelando o prefeito Kassab.

São cerca de 100 barracos que sobraram, após a retirada de um trecho que ficava na beira do córrego, hoje ocupado pela extensão da avenida, que ainda não está aberta ao tráfego. Quando os carros começarem a passar, a favela ficará praticamente sem calçada, em cima da avenida, e sobre uma área alagadiça totalmente insalubre.

Enquanto acontecia a festa de inauguração da EMEF Conjunto Habitacional V. Nova Cachoeirinha, com a presença de autoridades locais e municipais, as crianças brincavam dentro de uma valeta, onde corria o esgoto concentrado dos prédios ao lado. O morador Givanildo disse que a situação estava melhor nesse dia, porque haviam limpado devido à presença no prefeito na região. Normalmente a situação é ainda pior. A moradora Daniela Floriano procurou o prefeito e o subprefeito, e depois ficou contando a todos que foi mordida há seis meses por um rato, e teve que tomar vacina e antibióticos.

Situação insalubre para as crianças da favela.

A moradora Adriana Damasceno, de 21 anos, mostrou a filha Laura Vitória, de 11 meses, com a pele empipocada, e credita isso à insalubridade da região. A moradora Vilma Inácio disse que está sempre adoentada, sem saber o que é, mas acha que deve ser devido aos ratos. Entre a favela e a EMEF fica um conjunto habitacional da CDHU. O morador Luis Carlos, junto a outros que acompanhavam a inauguração da escola, disse que a convivência com os favelados é muito boa, e eles sempre socorrem os moradores, quando acontecem enchentes ali, no final da r. Otavio Ribeiro Pena Branca, onde está a favela.

Crianças brincam na valeta com esgoto em frente à favela.

O poder público precisa buscar soluções para locais como esse, onde a qualidade de vida é zero.