DEMÔNIOS DA GAROA RECEBE FÃS NO CCJ

Centro Cultural da Juventude - 29/Jan/2008

Quatro dos cinco integrantes do Demônios da Garoa conversaram com fãs na biblioteca do Centro Cultural da Juventude. Com bom humor e um pouco de saudosismo, a banda que está há 64 anos na estrada foi sabatinada por cerca de 1h. Sérgio Rosa, filho de um dos fundadores, falou muito sobre a aparição do grupo na mídia. “O Demônios da Garoa não depende da mídia. Hoje o sucesso é pautado em cima do dinheiro. O nosso trabalho é como o de qualquer um de vocês, nós trabalhamos para sustentar a família”, dispara Sérgio.

Sérgio ainda diz que há muito tempo a banda não é convidada a participar de eventos promovidos pela prefeitura da cidade.”Nós não estivemos em nenhuma Virada Cultural”, ataca. Uma jovem da platéia responde “Mas eu soube deste evento pelo site da prefeitura, e lá estava como evento de comemoração do aniversário da cidade”.

Izael, Ricardinho, Sérgio Rosa e Simbad
Sérgio Rosa mostra instrumento que
utiliza desde o início da carreira

Reclamações à parte, a banda foi eleita como a que melhor representa a cidade de São Paulo, e Simbad se mostrou muito orgulhoso. “É bom saber que estamos representando uma identidade musical, é muito gratificante”.

Ricardinho é o mais novo integrante da banda. Aos vinte anos, ele não se sente pressionado por tocar ao lado de músicos consagrados. “Não sinto nenhuma pressão. Fui bem recebido por todos, e eles procuram me deixar bem à vontade”, diz. Morador da Zona Norte, Izael diz que a relação do Demônios da Garoa com a região é muito boa. “Nós inauguramos o Sesc Santana, que é um espaço maravilhoso. Aliás, o Sesc é um centro cultural completo, melhor até que o [Centro Cultural] de São Paulo. Quando somos convidados nós cantamos na Zona Norte”, diz Izael, referindo-se à fala de Sérgio Rosa, de que o grupo não é mais convidado para fazer shows nos eventos da Prefeitura.

Em uma das últimas perguntas, um rapaz questiona “Vocês trouxeram os instrumento só para mostrar ou é o que estou pensando?” Como resposta, ele ouviu Trem das Onze.

Texto e Fotos por Luana Ribeiro