LUTA POR MORADIA CONQUISTA 200 APARTAMENTOS

Conjunto Habitacional Mendonça Jr. - 29/Jun/08

A paisagem do Cemitério da Cachoeirinha certamente não vai incomodar as 200 famílias que, após mais de 8 anos de luta, conquistaram o direito à moradia, em um conjunto habitacional que foi entregue com muita som, churrasco e animação, em festa para cerca de 500 pessoas.

Coordenador Donizete, morador Zeferino, e vista do conjunto

Donizete Fernandes, coordenador da Associação dos Moradores sem Terra da Zona Oeste e Noroeste, afirmou que foi um movimento por moradia bem organizado, que encontrando esse terreno desocupado há mais de dez anos, trabalhou para que o mesmo não fosse invadido. Os moradores vêm de grupos de moradia da região, “uns pagavam aluguel, outros moravam em favelas”. Os contemplados foram os que persistiram na luta, em reuniões de 15 em 15 dias, e que aceitaram a proposição de ver nascer ali um conjunto habitacional, e não uma invasão, informou Donizete.

A obra final começou há um ano e meio. O processo começou no final do governo Pitta, há 8 anos. Marta regularizou o terreno e assinou o contrato com a associação, e o governo Serra-Kassab construiu, contou o líder do movimento. O prefeito Gilberto Kassab compareceu para entregar as chaves aos moradores, que também pertencem ao movimento Associação de Moradia da Vila Nova Cachoeirinha. O presidente da COHAB, Marcelo Rehder, informou que a obra foi construída através de um convênio entre as duas empresas públicas de habitação: a COHAB entrou com o terreno a custo zero, subsidiando assim o conjunto, e realizou a obra. E o CDHU entrou com os recursos financeiros.

Festa com churrasco e música para os novos moradores

São 10 blocos de 5 andares, com duas áreas de lazer instaladas. Um muro baixo separa o conjunto do Cemitério da Cachoeirinha, e isso não deve preocupar os moradores, animados com o nova perspectiva de vida. O morador José Luiz Zeferino disse que morava “de favor” na Vila Dionísia, e estava feliz com a casa nova. Fica a preocupação que essa nova comunidade que surge mantenha o nível de habitabilidade do conjunto, para que ele não se degrade, como aconteceu com vários conjuntos tipo “Cingapura” da Zona Norte.