NA BRASILÂNDIA, ORIGAMIS Á MODA BRASILEIRA
Jardim Ondina - Outubro/2007
Papel-espelho, sulfite, muitas dobraduras, cola e esperar secar. Pronto, com esta técnica e esses ingredientes está feita mais uma obra de arte – origami à moda brasileira - pelo artista de rua Aparecido Umbelino, morador da Vila Ondina, Brasilândia.
Com apoio da família, Umbelino produz o suficiente para arrecadar de 800 a 1000 reais por mês. A produção é feita durante a semana, e após montada a peça, é preciso deixar secando por dois dias. Aos Sábados e Domingos o artista sai às ruas para vender as obras em papel, que vão desde tucanos, cisnes, sapos, elefantes, gansos e gatos, até porta-jóias, porta-retratos, vasos e cestas. Tudo começou quando Umbelino foi afastado do seu serviço e ficou oito meses sem receber do INSS.
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Em 4 anos, artista já vendeu mais de 3 mil peças |
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“Quando Umbelino tinha 39 anos, ganhei um cisne de uma amiga, feito em papel-espelho. Ele gostou tanto que, de curiosidade, desmontou a peça, viu como fazia e começou a produzir”, relata a mãe de Aparecido, dona Francisca Umbelino. E deu certo. Hoje aos 43 anos o artista já vendeu mais de 3 mil peças.
Umbelino tem uma decepção em sua carreira artística que não esquece: “Quando eu morava em Mauá, os fiscais da prefeitura me pegaram e tomaram uma peça que era um Dragão, e justo nesse dia eu tinha esquecido a carteirinha de licença para trabalhar. Fiquei muito triste, e nunca mais consegui fazer outro igual”, desabafou Umbelino.
O artista tem que ir onde o povo está. Com esse pensamento é fácil sair pelas ruas da Brasilândia e encontrar Umbelino vendendo suas peças. Isso quando não está trabalhando em uma indústria têxtil, onde exerce a função de cortador de tecidos.

