SABESP REALIZA MAIOR OBRA DA CIDADE NA ZN

Av. Cantídio Sampaio, Jardim Damasceno - 28/Ago/2008

Uma mega-obra da SABESP deve atender mais de 1 milhão de pessoas na ZN. As obras da estação elevatória e da adutora Guaraú - Jaraguá, orçadas em cerca de R$ 100 milhões, ampliarão o abastecimento de água para mais de 40 bairros da região. A adutora levará a água da Estação de Tratamento de Guaraú até a estação elevatória, que está sendo construída na av. Cantídio Sampaio, Jd. Damasceno. De lá, a água será bombeada até a Adutora Extremo Norte (Perus - Caieiras), desaguando no Reservatório Jaraguá, percorrendo uma distância de quase 11.000 metros.

Obra de grande porte em frente ao morro do Jardim Damasceno, Brasilândia

O objetivo das obras é ampliar o fornecimento de água para toda a região Norte da cidade. Serão cerca de 4.500 litros de água por segundo, passando por uma tubulação de 1,8 m de diâmetro, o suficiente para encher uma piscina olímpica em 7 minutos. A água que sairá do Reservatório Guaraú percorrerá cerca de 7.000 metros, em um eixo imaginário que liga o início e o fim da obra, seguindo pelas ruas de alguns bairros que fazem limite com a Serra da Cantareira, até chegar à estação elevatória. Neste trecho, o percurso da água é todo feito por gravidade. A partir daí um conjunto de quatro moto-bombas de 2.500 CV, sendo uma de reserva, irão bombear toda água até a Adutora Extremo Norte, que depois seguirá para o Reservatório Jaraguá.

As obras que começaram em 08/2007 já assentaram mais de 4.000 m de tubulação. Parte mais cara da obra, a adutora consumirá cerca de R$ 60 milhões e está em ritmo acelerado, abrindo e tapando ruas por onde passa a tubulação. Os outros R$ 40 milhões serão investidos na construção da estação elevatória, que ocupa uma área de 30.000 m² adquirida pela Sabesp em 2006. Conjugado à estação, será construída uma subestação de energia de 7,5 kVA, fornecida pela Eletropaulo, que alimentará os conjuntos motor-bomba.

As obras estão sendo feitas pelas empresas EMSA Empresa Sul Americana de Montagens S/A e pela Construtora Gomes Lourenço. São 250 funcionários trabalhando diariamente para entregar a adutora e a estação elevatória dentro do prazo previsto, 06/2010. Também compõem as obras 8 Shafts (túneis feitos com concreto projetado), também conhecidos como "sifão invertido", que passam por baixo dos rios e córregos da região. Cada Shaft tem cerca de 10 m de profundidade e 4 de largura. Neles, trabalham cerca de 10 operários, como Osmundo Silva, baiano que mora em São Paulo desde 1979 e diz conhecer melhor a cidade por baixo, "passamos tanto tempo aqui, que já acostumei", disse.

Apesar da impressionante dimensão, as obras, em pouco tempo, poderão não ser mais suficientes, devido ao crescimento acelerado e desordenado que a cidade vem sofrendo. É o que acredita o engenheiro civil da SABESP, Mizael Kamimura, "até 2025 será suficiente, depois teremos de ampliar mais ainda", disse. Mizael informa também que o projeto é ainda mais amplo, "a idéia é atender o extremo norte (região da Anhanguera)" o que segundo ele, estenderia a adutora por mais 11 Km, isso já previsto para meados de 2.009.

José, Reinaldo e Mizael, funcionários da SABESP

As obras contam com um Programa de Controle Ambiental, que procuram garantir condições ambientais satisfatórias, gerenciando o controle de poluição, do uso do solo, das águas e da geração de resíduos sólidos. Além disso, a SABESP fará algumas compensações ambientais, devido ao impacto que as obras causarão a região, acordado com os representantes estaduais do Meio Ambiente.

Texto e fotos: Fernando Figueiredo