HIP-HOP PELA PAZ NA BRASILÂNDIA
CEE Oswaldo Brandão – Espaço Criança Esperança - 26/Abr/08
Centenas de pessoas passaram pelo CEE Oswaldo Brandão para conhecer e aprender as diversas linguagens da cultura Hip-Hop, em um sábado ensolarado. Nesse espaço acontece durante a semana o projeto Criança Esperança, de complemento extra-curricular para as crianças e jovens dessa região de alta vulnerabilidade social da cidade. Aí elas têm uma série de atividades esportivo-culturais que as inserem em um contexto de sociabilidade positiva. Nesse dia 26/4 o tema foi Hip-Hop pela Paz.
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Grafite: expressão legítima da cultura hip-hop |
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Em uma parede externa da quadra aconteceu a oficina de grafite, com presença de artistas locais e convidados. Bonga, arte-educador de grafite do programa Ação Esperança, dá aulas de 3ªs e 5ª-fs, para cerca de 50 jovens entre 13 e 18 anos. Shock é um desses artistas. Morador da Freguesia há 24 anos, disse que começou no grafite há 6 anos, por curiosidade, depois pegou gosto e agora trabalha com grafite em eventos e mostras.
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Skate e Basquete tiveram oficinas de aprendizagem |
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O cultura hip-hop nasceu como manifestação de protesto das comunidades urbanas menos favorecidas, as “periferias”. O seu estilo é forte e com traços de rebeldia, clamando por mais consciência, e luta por transformações sociais através da arte e do esporte. Assim, está presente em esportes de caráter urbano como o Skate e o basquete. Os interessados em conhecer manobras mais radicais desse esportes tiveram oficinas. O B-Boy, dança de rua tipo break, também teve seu espaço de confraternização.
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Nel Boy, DJ TR e Helião no centro do debate com a comunidade. |
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O evento teve como ponto alto o debate-papo da comunidade com três convidados, para discutir a cultura Hip-Hop. Helião, DJ paulista; DJ TR, do Rio de Janeiro; e NelBoy, DJ angolano que mora no Brasil há 10 anos.
O consenso entre eles é que a consciência é o ponto mais importante, e que tem que haver respeito entre as pessoas e mesmo dentro da cultura hip-hop, que é uma “mega-cultura”, como disse TR, na qual se manifestam diversas linguagens como DJ, Rap, grafite, dança B-Boy, etc. É uma chance, através da arte, das pessoas que moram na periferia terem voz e expressarem seus anseios. TR, que acabou de lançar o livro “Acorda Hip Hop” pela editora Aeroplano, afirmou que só assim se pode ter uma “diferença positiva no país das indiferenças”. Ele também enfatizou a importância da educação, como “uma aliada nº 1 do hip-hop. Educação é fundamental no nosso meio”. NelBoy colocou que “informação nunca é demais, conhecimento nunca é demais”, e encerrou sua fala com um rap forte chamado “Voz do Povo”, cantado com um diferente sotaque portugués da África, o que arrancou um aplauso intenso dos participantes do debate.
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