AFIANDO O PARQUE LINEAR DO CANIVETE

Jardim Damasceno, Brasilândia - 04/Jul/2009

A obra já fez o principal: retirar 600 famílias que moravam em situação de extremo risco. Agora vem a parte do saneamento e do paisagismo, que inclui lazer para a comunidade que vive junto ao córrego do Canivete, que nasce na serra da Cantareira. Nesse ponto do Jardim Damasceno o Canivete se une ao córrego do Bananal, onde está previsto o futuro Parque Linear do Bananal, sem prazo definido para início de obras.

Deságüe do córrego Bananal.
Encontro dos córregos Canivete e Bananal.

Antes, quem passava pela av. Dep. Cantídio Sampaio não enxergava o vale nem o córrego do Canivete. Ambos estavam encobertos por centenas de barracos e imóveis irregulares. Cecília Nammur, diretora de Sehab-Habi/Norte, responsável do poder público pela área de habitação na ZN, disse que durante mais de 30 anos ninguém teve coragem de enfrentar o problema. No início do processo de retirada das famílias foi preciso o envolvimento da cúria metropolitana, pois a comunidade oferecia resistência. Foram dois anos e meio de trabalho, até que as obras pudessem começar.

Prefeito vê o "antes e depois".
Secretário inspecionou todos os 800 metros da obra.

Das cerca de 600 famílias, 69 mudaram para unidades da CDHU na Zona Leste. 120 famílias têm o aluguel pago pela prefeitura até que fiquem prontas as unidades habitacionais em City Jaraguá. As demais receberam de 5 mil a 8 mil reais, e deixaram o local onde viviam em condições sub-humanas. Então surgiu o projeto executivo do parque linear. O custo da obra supera os R$ 10 milhões, quase todo assumido pela Secretaria Municipal de Habitação. Porém as diretrizes ambientais são dadas pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

O prefeito acompanhou as obras com o subprefeito Marcelo Bruni e o secretário do Verde Eduardo Jorge. Também presentes o vereador Claudinho e o deputado Celino. Kassab ficou meia hora: viu as fotos do "antes e depois" e plantou duas mudas na av. Dep. Cantídio Sampaio. Após a despedida do prefeito, o secretário Eduardo Jorge caminhou 800 metros até o final das obras, onde o córrego do Canivete entra na área urbana. Todo parque linear, de 75 mil m2, será gramado, com diversos equipamentos esportivos e de lazer. Porém a área ainda está crua, com terra batida. Porém já está finalizada a parte de canalização aberta e de guias e calçadas, conforme explicou o arquiteto responsável da SVMA, Sun Alex. Os moradores de um grande conjunto CDHU, ao lado do parque, serão os maiores beneficiados.

As moradoras Maria Selma e Maria Goretti, que vivem há quase 30 anos em frente ao córrego, disseram que antes era "porco, cachorro, cavalo morto, tudo quanto é bicho", e que agora a situação é outra. Mas contaram que a comunidade vive outro drama: o trânsito durante o horário de pico na av. Dep. Cantídio Sampaio beira a calamidade pública: os ônibus levam mais de uma hora para andar cerca de 5 km entre o Jardim Damasceno e o terminal de ônibus Cachoeirinha. O subprefeito Marcelo Bruni afirmou que não existe previsão de nenhuma obra de expressão para ser realizada na avenida.

Mapa indica os 5 grandes parques previstos no entorno da Cantareira.

A boa notícia é a confirmação da criação de cinco grandes parques envoltórios da serra da Cantareira. São eles: Taipas, Bananal-Canivete, Bananal-Itaguaçu, Bispo e Santa Maria, perfazendo um total de 8,5 milhões de m2. O prefeito já decretou a utilidade pública dessas áreas e, durante a entrevista coletiva reafirmou a importância desses parques. Segundo o secretário Eduardo Jorge, a questão agora está nas mãos da Secretaria de Negócios Jurídicos, para definição de limites e de proprietários, para realizar a desapropriação.