BRASILÂNDIA - 63 ANOS: À ESPERA DE PRESENTES
Av. Deputado Cantídio Sampaio e imediações - 24/Jan/2010
A Brasilândia é o distrito mais populoso da Zona Norte. Também é aquele com índice de desenvolvimento humano (IDH) mais baixo. Transitar por sua principal artéria, a av. Dep. Cantídio Sampaio, mostra o quanto essa região tem pouco a comemorar. Na verdade, mais do que bolos e shows musicais, a Brasilândia está à espera de presentes mais sérios.
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Entulho e buracos na principal avenida do
bairro. |
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24/01 é o dia oficial de aniversário que, neste ano, caiu em um Domingo. Apesar do trânsito bastante reduzido, ao se deslocar por toda a av. Cantídio Sampaio a reportagem recolheu impressões bastante negativas. Em seu começo, próximo ao terminal Cachoeirinha, as calçadas são largas, porém estão em péssimo estado de conservação. Após o trecho comercial entre a avenida Henri Charles Potel e a r. Sílvio Bueno, tem início a subida para o Jardim Elisa Maria, onde um enorme canteiro se encontrava com mato alto. Desse ponto para frente a avenida se transforma em um imenso gargalo, com habitações precárias dos dois lados da estreita pista. Carros, ônibus e pedestres brigam pelo espaço, e todos saem perdendo.
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Trecho recuperado da Cantídio. |
CEU Jardim Paulistano, frequentado até aos Domingos. |
Dilce Mirian, moradora do Jd. Damasceno, conta que leva 1h40 para ir de casa até o terminal Cachoeirinha. "Isso porque vou caminhando até o Jardim Princesa, para escapar da Cantídio". O jornaleiro Elvis Ramos relata que sua esposa caminha 30 minutos até o Jardim Carumbé, também para escapar do trânsito matinal. O borracheiro Leonardo de Freitas afirma que a situação piorou depois da abertura do rodoanel. "Muitos caminhões no final do rodoanel pegam a av. Raimundo Pereira de Magalhães e depois a Cantídio, para chegar na av. Inajar de Souza", conta. Os buracos são uma constante, e se chove, alguns trechos, como a baixada do Jardim Damasceno, ficam intransitáveis.
A prefeitura fez uma importante retirada de moradores em área de risco, junto ao córrego do Canivete. Esse trecho da Cantídio já está melhor, mas a remoção de outras milhares de pessoas e centenas de comércios na beira da avenida dificultam qualquer projeto de alargamento. Uma solução precisa ser encontrada para os sofridos moradores da região.
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Show de Arlindo Cruz na festa de aniversário |
O bairro da Brasilândia nasceu em 1947, quando a família Bonilha, grande proprietária de uma olaria na região, realizou o primeiro loteamento na área. A região era então carente de saneamento básico, e os primeiros terrenos eram vendidos facilmente. Os moradores ainda recebiam certa quantidade de tijolos para iniciar as construções de suas casas. Logo depois se instalaria na região a empresa Veja-Sopave, que oferecia moradia aos seus empregados, algo que ajudou ainda mais no aumento de família no bairro.
Minudências
@ O distrito da Brasilândia tem cerca de 270 mil habitantes, com índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,769, o mais baixo da ZN. A média da região é de 0,841.
@ A principal rua comercial da Brasilândia é a r. Parapuã.
@ Dois destaques na Brasilândia: o CEU Jardim Paulistano, espaço aberto para a comunidade até nos fins de semana, e o Centro Educacional Esportivo Oswaldo Brandão, que apesar de precisar de reforma em diversas instalações, abriga o projeto Criança Esperança.
@ O CEE Oswaldo Brandão abrigou os shows musicais no dia de aniversário, com a presença de Chico César e Arlindo Cruz. Segundo a subprefeitura, cerca de 5 mil moradores acompanharam o evento.
@ Dentro das comemorações, acontecerá uma sessão solene da Câmara Municipal no próprio bairro, no dia 08/02 (6ª-f), às 19h, no Casa de Cultura Brasilândia, à praça Benedita Cavalheiro s/nº.
@ A Casa de Cultura Brasilândia, apesar de abrigar o evento, não estará ainda inaugurada. Se discute se a gestão será exclusiva da subprefeitura Freguesia-Brasilândia, ou pela Secretaria Municipal de Cultura.




